
Eu sempre amei o mês de junho. O misto de frio, festa junina e meu aniversário faz essa canceriana aqui muito feliz. E nesse ano o mês foi agitado, mas tão cheio de amigos e amor que eu não podia deixar de registrar por aqui. Em breve venho contar um pouquinho sobre uma aventura que […]
Se você já me acompanha por aqui ou pelo Instagram há mais tempo, com certeza já pensou no bullet journal quando leu esse título. Mas a verdade é que o BuJo é só uma das ferramentas que uso pra me organizar, e hoje vim falar um pouco mais sobre isso.

Organização e planejamento são assuntos que gosto muito, e fiquei muito empolgada quando vi que esse era o tema 2 do 52 weeks. Já vou adiantando que nem sempre fui adepta ao planejamento, às agendas e coisas do tipo, mas depois que viraram hábito pra mim, percebi que me ajudam muito a fazer tudo que preciso e tirar planos do papel.
Também acho válido comentar que sempre adapto esses métodos e faço tudo se encaixar melhor pro meu dia a dia.
Bom, divido minha organização em duas partes: “vida pessoal” e trabalho. Vou explicar um pouco melhor cada uma delas.
Já falei muito sobre o meu bullet journal de 2020 por aqui, e não mudou muita coisa desde então. Basicamente, organizo minha rotina fazendo páginas mensais e semanais.
Nas mensais, registro meus compromissos e metas do mês, aniversários de amigos, feriados e outras datas importantes. Nas semanais, faço listas de tarefas pra cada dia.
Nessas listas gosto de ser bem específica e coloco mesmo coisas rapidinhas mas que não posso ou não quero deixar de fazer. Também sempre pego pelo menos uma coisa relacionada às metas mensais e encaixo no planejamento das minhas semanas.

Mesmo com a quarentena reduzindo os compromissos (e, no meu caso, cancelando as aulas), tenho mantido bastante disso e tentado adiantar projetos, aprender coisas novas e organizar isso. Acabo me sentindo melhor assim, fazendo coisas e tirando o foco desse momento caótico que vivemos.
As coisas da faculdade entram aqui também, e as do blog e do meu trabalho como fotógrafa. Basicamente, tudo que faço quando não estou no estágio, porque assim fica fácil visualizar tudo que tenho pra fazer no tempo que tenho disponível e definir prioridades.
Como tenho um horário definido para o trabalho no estágio e como faço muitas coisas por lá, acabei preferindo separar a organização. Para isso, uso o Google Agenda e, principalmente, o Asana.
No Asana, criei quadros coloridos pra cada tipo de tarefa que faço (por exemplo, “textos para revisar”), e aí vou adicionando uma tarefa para cada texto. Dessa forma, quando olho meu calendário fica tudo coloridinho e fácil de visualizar, entender em que etapa do processo cada texto está, quais são minhas prioridades da semana.

Um extra do Asana é que ele é todo bonitinho e tem atalhos que fazem aparecer gatos na tela. Ele também faz desenhos fofinhos (tipo uma baleia com um arco-íris) passarem voando pela tela as vezes quando concluímos uma tarefa.
Ok, isso não é nenhuma vantagem pra organização, mas quem não fica muito feliz e motivado com gatinhos e baleias-ou-unicórnios-ou-gatos-ou-iétis voadores de repente?

No Google Agenda ficam marcados os compromissos como reuniões, datas comemorativas e coisas do tipo. E, como boa amante do analógico que sou, também tenho um caderninho pra detalhar melhor algumas tarefas, anotar coisas que aprendo ou que preciso estudar, lembretes rápidos e coisas assim.

É basicamente assim que organizo minha rotina! Tenho feito assim desde o final do ano passado e funciona super bem pra mim, mas passei por muitas adaptações pra chegar nesse formato.
E vocês, quais ferramentas usam pra organizar suas rotinas? Me contem aqui nos comentários!
Desde 2017, quando entrei na Faculdade de Letras da UFMG, me pedem pra falar sobre o curso no blog. Eu sempre falei que ia fazer esse post e acabava enrolando, mas, 3 anos depois, aqui estamos.
Muita gente fica confuso e não entende bem o que se estuda na Letras. Muita gente acha que é só pra quem quer se tornar professor, mas na realidade são muitas possibilidades, e vou tentar explicar melhor cada uma delas.
Lembrando que falo com um foco maior no curso da UFMG, que é onde estudo e conheço melhor. Muita coisa se aplica a outras universidades também, mas muitas outras variam de uma universidade para a outra (por exemplo, quais são as opções de habilitação que vou explicar mais pra frente.
Vamos entender como é a faculdade de Letras?
A Letras estuda tudo aquilo que é relacionado à língua e à linguagem. Não é só gramática e literatura, como muitos pensam. São várias possibilidades de estudos e, por isso, existem várias divisões no curso (as habilitações). É sobre isso que vou tentar falar um pouco aqui.

Você escolhe que habilitação quer seguir de acordo com o que quer estudar de maneira mais aprofundada. Na UFMG, essa escolha vem depois de ter uma base legal sobre todas as áreas, mas algumas universidades têm menos opções (às vezes, só uma) e você escolhe já na hora da matrícula.
Considero o curso de Letras da UFMG super completo, já que ele tem várias opções. Aqui, as habilitações possíveis são:
Vou tentar explicar melhor cada uma dessas opções:
Essa é a habilitação para quem quer estudar a linguagem. Isso inclui vários aspectos que acabam se tornando sub-especificações, nos quais você pode se especializar depois de se formar.

Alguns desses aspectos são coisas que já temos um certo contato no ensino fundamental e médio, como morfologia, sintaxe e semântica – mas tudo é estudado de uma forma bem diferente e mais aprofundada (e, juro, faz muito mais sentido que no ensino médio, hahah).
Outros aspectos muito legais estudados na linguística são a fonética e a fonologia (que estudam os sons da fala, como eles são produzidos, quais são seus padrões em cada língua), os aspectos sociais e psicológicos da linguagem e estudos do texto e do discurso.
Muita gente resolve fazer Letras porque gosta muito de ler. Normalmente, é nessa habilitação que essas pessoas se encaixam.

Nessa habilitação, estuda-se literatura, história da literatura e crítica literária. Em algumas universidades, você também pode focar seus estudos na literatura de alguma língua específica.
O nome aqui já é bem autoexplicativo, né? Aqui cada universidade tem algumas opções de línguas, como português-inglês, português-espanhol ou português-italiano.

Tem um campo de trabalho bem amplo, já que você pode estudar para se tornar um tradutor juramentado e trabalhar com documentos, trabalhar com tradução de textos literários, poesias, livros, textos, manuais, em empresas… ou até se especializar para trabalhar com textos de outras áreas mais específicas, como medicina ou economia.
Meu xodózinho e o que sei falar melhor, porque é o que estudo!

Na habilitação em edição, estudamos produção e revisão de textos e principalmente editoração.
A editoração é todo o processo de preparação do texto para a publicação, que vai desde a curadoria do que será publicado, passando pela adaptação do texto às normas e padrões da editora, adaptação da linguagem para o público-alvo e diagramação – tudo o que está envolvido no processo de produção de um livro.




Mas o mercado de trabalho também não se restringe ao mundo dos livros. O profissional em edição (o editor) pode trabalhar com textos acadêmicos, revistas ou até mesmo com conteúdo para a web!
Eu, por exemplo, trabalho atualmente com edição em um blog sobre música (O Blog do Letras ♥). Lá, junto tudo o que estudo na faculdade sobre produção e revisão de textos, normalização, padrões editoriais (e muitas outras coisas) com outros estudos pessoais sobre SEO e marketing de conteúdo.
Uma outra opção na UFMG é estudar uma língua específica de maneira mais geral. Já vi que várias outras universidades tem essa opção também (a USP, por exemplo, tem VÁRIAS línguas).
Na UFMG, você pode escolher entre grego, latim, francês, italiano, alemão, espanhol ou inglês.
Nesse caso, você estuda a língua, a história, literatura e tudo o mais da opção que escolheu.
A licenciatura é para quem vem estudar Letras para se tornar professor. Pode ser simples, em português ou em inglês, por exemplo, ou dupla, como português-inglês, português-francês ou português-italiano.
Os alunos da licenciatura vão estudar sobre a língua, a literatura e também sobre como ensinar, dar aulas, aspectos pedagógicos e didáticos. Eles saem preparados para dar aulas da língua escolhida para o ensino fundamental e médio.
Bom, novamente, vou lembrar que estou falando sobre a UFMG aqui, e isso varia de uma universidade para a outra.
Os dois primeiros semestres são o que chamamos de Núcleo Comum – todo mundo estuda um pouco de tudo, como introdução à linguística e à literatura, produção de textos, fonética e fonologia.
Depois, cada um escolhe sua habilitação e passa a seguir o percurso curricular com matérias mais relacionadas à área que escolheu estudar. Tem muitas matérias obrigatórias de cada área, mas também optativas que nos dão a oportunidade de direcionar ainda mais nossos estudos pros assuntos que queremos.
O TCC também varia muito de uma habilitação pra outra: na UFMG, quem faz licenciatura precisa entregar relatórios dos estágios que faz durante o curso, e quem faz bacharelado precisa fazer uma monografia.
Mas as habilitações em edição e tradução tem também uma outra opção: fazer um projeto de edição ou de tradução. Essa é uma opção mais “prática” (no sentido de menos teórica) já que você entrega um produto (uma edição de um livro, por exemplo) no final, e não o resultado de uma pesquisa.
Muitas faculdades oferecem só uma opção (só licenciatura ou só bacharelado em tradução, por exemplo), por isso, se você quer estudar Letras, é legal olhar todas as universidades próximas a você e descobrir quais são as opções em cada uma.
O tempo de duração pode variar bastante (já ouviu aquela história de que é mais fácil entrar na faculdade que sair? 😅).
A habilitação e a faculdade escolhidas influenciam nesse tempo: na UFMG, o padrão para o bacharelado são 4 anos (8 períodos), para a licenciatura simples 5 anos (10 períodos) e para a licenciatura dupla 6 anos (12 períodos).
Bom, como já expliquei um pouco nas habilitações, existem muitas possibilidades. Quem se forma em letras pode trabalhar como professor, pesquisador, crítico literário, tradutor ou editor.
Bom, acho que é isso. Tentei resumir pois, como vocês puderam ver, é muuuita coisa!
Vou deixar também um agradecimento ao meu amigo João Victor, que me ajudou com esse texto pra que ele ficasse ainda mais completinho pra vocês! Vocês podem acompanhar o insta dele pra acompanhar algumas lives e postagens que ele tem feito sobre a Letras =)
Se vocês tiverem mais alguma dúvida, podem deixar aqui nos comentários. Faço o possível pra sempre responder todo mundo por aqui 😊

As maravilhosas da Karine e da Cíntia reviveram o antigo projeto de 52 semanas, e eu, como boa nostálgica que sou, não quis ficar de fora. Demorei um pouquinho (elas já estão um pouco mais na frente do projeto), mas resolvi começar por aqui também.
Pra quem não é da era old school da blogesfera, eu explico: é um projeto com 52 temas, e a gente vai fazendo uma postagem por semana até completar um ano (as 52 semanas). Eu já comecei esse projeto uma vez, mas com uma lista que não funcionava muito pra mim, e acabei abandonando na semana 35.
Dessa vez, as meninas adaptaram a lista original e eu tô meio que seguindo a lista delas, mas posso resolver mudar algo no meio do caminho também. Pra começar, vou contar um pouquinho de como tem sido os dias por aqui.
No fim dessa semana completam dois meses que começamos a quarentena por aqui. No dia 16/03 minha mãe começou a trabalhar em casa e no dia seguinte eu comecei também. Desde então, estamos isoladas, saindo só pra ir no supermercado uma vez por semana.

Eu dei uma fugidinha disso: fui pro sítio passar uns dias lá com o João, pra matar a saudade, respirar um ar diferente, tentar manter a sanidade. Tudo isso foi feito de uma forma bem segura, viu? Todos os envolvidos estavam isolados há mais de 15 dias, só entrei no carro aqui e desci lá, sem contato nenhum no caminho.





Nesses dias, aproveitei o espaço, brinquei com os cachorros, nós fizemos pizza, colhemos frutas gigantes (que se chamam pomelos) e coisas pro João fazer hidromel. Também curtimos muuito a companhia um do outro e o friozinho que parece que chegou por aqui pra ficar.




Eu aproveitei também pra fotografar muito – e daí vem a maior parte das fotos desse post. Eu até tento ser a pessoa que fotografa dentro de casa, tô planejando fazer uma série de auto-retratos há tempos… mas esse negócio de parede me limita mais do que eu gostaria de admitir.



Fora os dias no sítio, a rotina por aqui tem sido trabalhar (com a vantagem de não ter um horário tão definido, então posso acordar um pouquinho mais tarde ♥) e depois arranjar algo pra fazer.
Somos só eu e minha mãe na casa, e muitas vezes a gente acaba passando o dia vendo série na Netflix mesmo. Também temos cozinhado bastante juntas e até uma thread de vinhos baratos eu comecei – a gente tem escolhido algum aleatório pra experimentar toda semana.



Eu tenho tido bastante vontade de fazer coisas diferentes, e com isso fiz alguns cursos bem legais (tipo o Play na Criatividade e o de lettering da Faber Castell) e tenho também treinado desenhos botânicos, com uma ajudinha da Jordan Clark e da Shayda Campbell. Também tenho experimentado umas receitas novas, tipo macarrão com molho branco e bolinhos de chuva.

Agora comprei uma mesa digitalizadora que vai me ajudar na edição das minhas fotos, porque o mouse sempre me deixa com muita dor depois de todos os trabalhos. Mas até ter trabalhos pra editar com ela, vou tentar brincar pra pegar o jeito mesmo e desenhar bastante nesse novo formato. Assim que chegar e eu fizer algo venho mostrar por aqui ♥
É isso. Em meio à ondas de calmaria e ansiedade, os dias tem sido assim. Torcendo pra tudo isso acabar logo e, como a Karine resumiu perfeitamente no seu Taking Stock, esperando por um impeachment e por uma vacina.
E os dias por aí, como tem sido? Me contem!
Alguém algum dia me contou que os bolinhos de chuva têm esse nome porque as mães e avós faziam quando estava chovendo e as crianças não podiam brincar lá fora. Se é verdade ou não, não sei… mas duvido que haja alguém que não tenha uma memória afetiva gostosa com esses bolinhos.

Pra mim eles tem cara de tarde de domingo chuvoso, quando a tia Ná vai sozinha pra cozinha e minutos depois ressurge com uma bacia de bolinhos. Ou de quando tá todo mundo curtindo preguiça no sítio e a Mariinha surge também com uma bacia deles “pra tomar um cafézinho”.
Nesse período de isolamento, relembrei dessa história do nome e deu aquela vontade de fazer. Bolinhos pra nos consolar, já que não podemos brincar lá fora. Eles são super fáceis de fazer e tem ingredientes que a gente realmente costuma sempre ter em casa. Vamos aprender?
Peguei a receita que vi no O Chef e a Chata e dei umas pequenas adaptadas, comparando com outras receitas que achei na internet.

Fazer os bolinhos de chuva é realmente fácil, olha só:

(O ideal é fazer bolinhas, mas pelos vídeos que vi parece que não é tão fácil quanto as avós fazem parecer… então tá tudo bem se o seu sair tipo o meu: aliens de chuva, cisnes de chuva, sapos atropelados de chuva… a brincadeira também pode ser identificar que forma é aquela 😅)

Por fim, é só rolar seus bolinhos no açúcar com canela (e servir numa bacia, pra seguir a tradição hahah)

Super fácil, né? Confesso que só estava com medo da parte de fritar – eu sou a pessoa que morre de medo até de fritar ovo – mas deu tudo certo e achei muito tranquilo.
Agora me contem vocês: como tem passado por essa quarentena? Por aqui estamos tentando variar nas receitas pra não enjoar de nada muito rápido e acabo usando isso como uma distração também.
E vocês, já testaram alguma comidinha nova esses dias? Mandem receitas! Hahahah

Fiquem bem e se cuidem, viu? Logo logo tudo isso passa e poderemos ficar perto de quem a gente ama de novo ❤️
Enquanto BH se vestia de cores e brilhos pra receber o carnaval, peguei minha mochila e fui pro sítio curtir o mato, amigos e um pouquinho de paz.

Foi a primeira vez que conseguir tirar a câmera nova de casa, e por isso eu precisava muito trazer as fotos pra cá.
Cada foto dessas me deixa muito empolgada e, apesar de ainda estar louca pra fazer logo muitos ensaios com ela, já deu pra ter aquele gostinho de brincar com equipamento novo.
Bom, apesar de ter conseguido levar a câmera, isso não quer dizer que a chuva parou. Na sexta feira até conseguimos pegar uma cachoeira quando cheguei lá, mas logo depois a chuva começou e não parou mais.





A chuva acabou afastando o pessoal que costuma ir também, então foram dias bem tranquilinhos. Quando dava uma treguinha na chuva, eu aproveitava pra fotografar as flores, o tempo, os cachorros, o sítio mesmo.



Até a Capitu, que costuma ser a alegria em forma de cachorro, tava meio preguiçosa e decepcionada com a chuva que não deixava ela brincar sem parar. (Bom, pelo menos não tivemos ela atrás da gente 24 hrs por dia querendo que jogassemos paus ou goiabas babadas pra ela 😅






Outro momento gostosinho que aproveitei pra explorar a câmera nova foi quando o João resolveu fazer pão. É algo que ele AMA fazer e pra mim nada melhor que fotografar isso.
Na segunda feira foi aniversário do sobrinho do João. Ele fez 4 aninhos e foi lá pro sítio, então resolvemos fazer bolo pra ele.


Acontece que, antes de sabermos que ele ia pra lá, já tinhamos comprado coisas pra fazer uma torta de maçã (com a receita que já postei aqui!). E aí… porque não fazer os dois, né?





No fim das contas, foi ótimo! A torta ficou deliciosa e há muito tempo eu não ficava tão feliz com um bolo que fazia (acho que esse ficou super leve, o que não acontecia há tempos).
E nem preciso dizer que o baixinho adorou, né? Ficou todo feliz por ter bolo de chocolate no aniversário…


E foi isso. Passamos o resto dos dias fazendo farra com os meninos, curtindo a preguiça da chuva e do friozinho – eu estou um pouco monotemática com essa chuva, mas, bem… desde dezembro, só chove. Já fiquei feliz, enchi o saco e fiquei feliz e enchi o saco mil vezes com o tanto que tá chovendo.
Já vou pedindo perdão pelo clichê, porque né? Socorro hahahah
Na quarta feira voltei pra casa e quinta a vida voltou ao normal, mas foi um carnaval super gostosinho apesar da chuva.

No fim de semana seguinte, consegui comprar um notebook novo, então resolvi o problema que contei no último post e acho que vou conseguir voltar um pouco mais aqui – inclusive estou escrevendo esse post e editei essas fotos no meu primeiro dia com ele ❤️
E o carnaval de vocês, como foi? Teve muita farra e glitter ou ficaram mais quietinhos também? Me contem!
Abraços, e até mais!
Que coisa louca escrever esse Taking Stock #10 e perceber que isso quer dizer que faz 5 anos que comecei essa tradição no blog.
Muita coisa mudou por aqui, mas continuo amando vir aqui de 6 em 6 meses contar como andam as coisas. Por mais que me afaste do blog, é um momento do ano que eu lembro de parar e pensar nisso.
E mais louco ainda é pensar que em alguns dias o blog completa 9 anos! Eu nem sei a quantas versões da Laura ele resistiu, e me deixa muito feliz ter todos esses registros.

Agora, falando do momento atual: de novo, estou sem meu notebook, que estragou em dezembro. Dessa vez, ele estragou de vez e o conserto não vale a pena… Estou com um emprestado da minha tia até resolver o que fazer, pesquisando preços, tentando encontrar a melhor opção com o que posso pagar… Mas é isso. Tudo num momento muito de pesquisar e tentar encontrar a melhor solução mesmo.
Esse é um dos motivos do atraso desse post que deveria estar aqui desde a véspera de Natal, mas não vou negar: a falta de hábito de escrever por aqui e as minhas férias do estágio colaboraram também.
Mas chega de enrolação, né? Vamos ao post:
#Ouvindo: Como disse da última vez, tenho conhecido bastante coisa nova fazendo estágio lá no Letras. Recentemente, tô viciadinha em Vance Joy, Angus & Julia Stone, Ina Forsman, The Lumineers… E muitas outras coisas numa pegada mais ~indie e folk~ que conheço e amo há muito tempo ❤️
#Lendo: Eleanor & Park. Continuo num ritmo bem lento de leitura, mas tô curtindo bastante o livro.
#Agradecendo: Por ter finalmente comprado minha câmera nova (agora tenho a 6D da Canon) e também por estar dando um jeito pra comprar um notebook novo também.

#Pinning: A câmera nova trouxe também empolgação para voltar a estudar mais fotografia.. Tô DOIDA pra sair pra fotografar com ela e por isso enchendo muito minhas pastas de Ensaios Femininos e de Gestante <3
#Estudando: Muita coisa sobre fotografia e edição, sobre revisão textual e sobre SEO.
#Pensando: Em como esse ano começou louco serve? Hahahahahah
#Assistindo: Vish, muita coisa: voltei pra Anne With An E, estou vendo as temporadas novas de Grance and Frankie e Sabrina, assisti The Witcher e estou assistindo Carnival Roll com o João. Com minha mãe tô assistindo também Heartland.
#Necessitando: Decidir minha vida com esse notebook, que vem dando problema já há algum tempo.
#Planejando: Renovar meu portfólio de fotografia, fazer muitos ensaios, atualizar minhas redes…

#Desejando: O fim desse período chuvoso que está bem atípico esse ano. Já tô com aquela sensação de que até eu tô úmida o tempo todo, de tanto tempo que estamos sem Sol. Além do mais, não vejo a hora de poder sair pra fotografar!


#Amando: A tranquilidade que consegui ter nesses últimos meses. Mesmo com notebook estragado tendo muitos trabalhos pra entregar, consegui olhar com calma pra situação, pensar nas possíveis soluções, resolver com calma e sem desespero… Deu até um orgulhinho de mim, sabe?
#Vestindo: BH não para de chover, como já comentei, então qualquer coisa que dê pra usar com bota: calça jeans, saia, vestido… O pior é que, apesar da chuva, a maior parte do tempo está bem quente também. Fica muito difícil definir roupas.
#Comendo: Não consegui pensar em uma resposta específica pra esse tópico… O João tem feito muitos pães e coisas tipo pho e lamén. Fora isso, tô numa paixãozinha com o La Vinicola, um restaurante que descobrimos aqui “perto” de casa 🙂

#Sentindo: Uma ansiedadezinha com tudo isso da câmera nova, notebook…
#Desfrutando: Dos últimos dias de férias antes das aulas da faculdade voltarem…
Bom, é isso! Vim só mesmo pra atualizar e manter a tradição, e vou tentar voltar ainda esse mês com mais fotos da câmera nova e etc (se o notebook deixar kkkk)…
Aproveitem e me contem nos comentários como foram os últimos meses por aí, o que vocês fizeram de bom, o que têm assistido…
Até mais! =)
Faz 3 anos que escrevi aqui um guia sobre bullet journal, e 4 anos que comecei a usar o método. Pode parecer clichê, mas é algo que realmente mudou minha vida e falar sobre isso me deixa sempre muito animada.

Hoje vim mostrar meu caderninho pra 2020, relembrar algumas coisinhas e explicar como estou pensando em usar cada parte do meu setup. Vamos lá?
Quem me segue no Instagram já viu bastante coisa — tenho tentado aparecer por lá mais frequentemente, mas senti saudade de escrever e mostrar minhas coisinhas por aqui também. ❤️
Além do mais, acho que é legal colocar aqui e manter um registro. Vi agora as fotos do meu primeiro post sobre bullet journal e fiquei muito feliz de ver minha evolução!
Vamos começar pelo que estou usando:
Vale sempre lembrar que tudo que você precisa é de um caderno e um lápis ou caneta, né? Quando comecei, eu usava um caderno pautado e canetinhas, mas acabei me empolgando e, com os anos, colecionando materiais diferentes pra usar. Aqui vão algumas das coisas que vão aparecer nas fotos:

Comecei com uma capa bem simples, com meu nome, o ano e informações de contato. É uma página bem simples, mas sempre gosto de ter algo diferente nesse começo. Pra esse ano, escolhi as fases da lua. Bem simplezinho, mas amei muito o resultado!

Pela primeira vez, escolhi também uma palavra do ano. Não tô achando a página perfeita ainda — quero tentar colocar mais algumas coisas, deixar visualmente mais legal.
Escolhi a palavra confiança para ser uma espécie de foco do ano porque várias ocasiões no fim de 2019 me mostraram que é algo que realmente preciso trabalhar em mim, então… Nada melhor que ter no comecinho do meu bujo. ❤️



Em seguida, vem as páginas tradicionais do método bullet journal. Coloquei junto uma página inspirada na Amanda Rach Lee que tem as medidas e divisões certinhas para facilitar na hora de fazer outras páginas, e achei incrível porque já está me ajudando muito!
Se você é novo nesse negócio de bullet journal, eu explico: o index é realmente um índice, um guia para você saber onde está cada coisa. Você numera todas as páginas do seu bullet journal e coloca as coisas importantes aqui para ficar mais fácil de achar.
É uma parte que uso bem pouco, então deixo só duas páginas para isso e raramente uso tudo. Em todos esses anos, não fiquei tão satisfeita ainda com esse layout, então continuo tentando coisas diferentes.
Já a Key é uma legenda dos símbolos que você usa para se organizar no bullet journal. Eu uso os mais básicos mesmo. Esse desenho de flor foi inspirado em um que vi no Pinterest, e eu amei o resultado final dessa página!



As próximas páginas são visão geral do ano. Eu fiquei apaixonada com o tanto que essas páginas ficaram fofas e coloridas.
Troquei a ordem das fotos, mas no caderninho vem primeiro o year at a glance, que é basicamente um calendário, e depois o future log, no qual anoto os compromissos dos próximos meses.
Nos últimos anos eu tinha feito primeiro só o do 1º semestre e, em junho, fiz o do 2º. Mas ano passado em junho não tive tempo pra nada e me baguncei toda, então achei melhor já fazer os dois de uma vez esse ano.

Depois vem uma das páginas que mais gosto de olhar no fim do ano: a de metas e conquistas! Aqui listo as coisas que quero fazer durante o ano e vou dando o check quando consigo. ❤️
Já na parte de conquistas escrevo aquelas coisas incríveis que acontecem e que eu nem planejava! Ano passado, por exemplo, o meu estágio no Letras entrou nessa parte.
Na página do lado, fiz um projetinho naquele tipo clássico que eu gosto: 20 coisas em 2020! Na foto a lista ainda estava incompleta, mas agora já consegui completar tudo e acho que vou fazer um post pra mostrar depois!
Muita gente gosta de fazer coleções no bujo para controlar várias coisas: livros, filmes, séries e tudo mais que você imaginar. Já tentei usar isso algumas vezes, mas a verdade é que eu sempre termino o ano com essas páginas em branco.
O legal do bullet journal é isso: como não deu certo nos últimos anos, é só mudar! Dessa vez, mantive poucas coisas:

Fiz uma página para ideias de posts aqui pro blog (pra tentar voltar a ser ativa de verdade por aqui!) e uma com ideias de temas pros meses do bullet journal!
Tenho gostado de fazer minhas páginas bem enfeitadas, mas se deixo por mim o tema é sempre de plantinhas. Pra sair da minha zona de conforto, vou coletar ideias e escolher no começo de cada mês!
Vocês tem alguma sugestão do que colocar nessas listas? Me contem nos comentários!

A única coleção que sempre uso muito é essa: meu calendário menstrual! Aqui vou marcando os quadradinhos e assim consigo acompanhar melhor meu ciclo. É muito útil pra, por exemplo, não sair de casa sem meu coletor menstrual quando preciso.

Por fim, uma página nova com a qual estou muito empolgada: 2020 em fotos!
Nos últimos meses eu imprimi várias imagens para colar no bullet journal e adoro o visual que fica, então decidi fazer essa página. Vou escolher uma foto de algo importante de cada mês. Imagina que incrível vai ser olhar pra ela no fim do ano? Já estou empolgada!
No geral, fiquei muito feliz com a carinha do meu bullet journal para 2020 e com a organização e escolha das páginas. Pegar meu caderninho pra planejar a semana ou o dia tem sido um dos meus momentos favoritos! Inclusive, passo horas vendo vídeos e enchendo minha pasta do Pinterest sobre Bullet Journal. 😅
Vou tentar trazer um pouco mais dos meus meses e semanas por aqui, mas se quiserem me acompanhar mais de pertinho, é só me seguir lá no instagram: @lrrnolasco!
Agora me contem: vocês também usam bullet journal? O que vão fazer para se organizar em 2020? Me contem nos comentários!
Uma das coisas que me faz amar o curso que eu escolhi para a faculdade é ter um contato tão próximo com o mundo dos livros, com a escrita e com o processo de produção — pra quem não sabe, eu estudo Edição na Faculdade de Letras da UFMG.

Desde as primeiras disciplinas da edição que fiz — que começaram no 3º semestre, porque os dois primeiros são iguais pra todo mundo e bem focados em literatura e linguística — percebi o quanto a gente não tem noção de como funcionam as coisas em uma editora.
Mesmo sendo uma apaixonada por livros — no começo esse blog falava muito sobre eles — eu sabia muito pouco sobre como funcionava o processo de produção deles.
É algo que a gente até brinca no curso: parece que as pessoas acham que o texto sai da cabeça do autor, se materializa em forma de livro e aparece lá na estante da livraria! Mas não é bem assim que acontece, e o que estudo é exatamente o que acontece entre o texto ser escrito pelo autor e o livro chegar nas prateleiras.

Ainda quero contar mais sobre tudo isso, mas hoje vim só mostrar um xodózinho que produzimos em uma disciplina da Letras semestre passado, chamada oficina de edição e criação de textos literários. Vou mostrar detalhes pra vocês enquanto conto um pouco de como fizemos eles, vamos conferir?
Bom, antes de tudo, vale explicar que cada um de nós escreveu e fez todo o processo com seus próprios textos — o que é um pouco diferente (e mais complicado, rs) do que quando um autor manda algo pra uma editora. A turma se dividiu em grupos por temas, e dentro desses temas se uniram ou separaram para criar os livros.
Como já disse, trabalhamos com temas. A ideia inicial era que a turma inteira escolhesse um só, mas a professora foi incrível ao perceber que seria difícil juntar interesses e personalidades tão diferentes em um tema, e acabou liberando que cada grupo trabalhasse com o que quisesse.

Depois de escolhidos os temas, como era uma disciplina sobre criação também, fomos vendo conceitos e ideias diferentes e ao final de cada “tipo” de texto nós escrevíamos algo dentro da nossa temática e estilo. Os textos eram lidos em aula, comentados e tudo foi construído em conjunto de uma forma bem legal.
O tema que escolhi foi metrópole, e trabalhei também com alguns subtemas como identidade, crítica social e bucolismo. Foi bem divertido escrever sobre isso e fugiu bastante da minha zona de conforto, já que tenho costume de escrever textos mais sentimentais.
Depois de ter todos os textos escritos, era hora de selecionar quais iriam para os nossos livrinhos. Nesse momento, as pessoas com temas e tipos de texto parecido se juntaram, mas algumas pessoas — como eu — fizeram sozinhas também. Quem estava em grupo se reuniu, leu os textos de todo mundo e foram votando e organizando os livrinhos.

No meu caso, que estava trabalhando sozinha, somente escolhi os que achava que fariam sentido juntos e fui organizando da forma que achei mais fluida. Eu não tinha decidido os títulos de vários textos ainda, então resolvi que seria uma boa ideia usá-los como uma forma de “amarrar” tudo. Assim nasceram os títulos dos meus textos e do livro: Notas sobre Ela.
Uma coisa que a gente sempre vê lá na Letras também é sobre a importância desse processo de curadoria: cada texto sozinho pode ser uma obra de arte, mas uní-los de forma que faça sentido é criar uma outra obra através dos intertextos! É como uma exposição de arte: cada peça sozinha tem sua beleza, mas a união delas precisa fazer sentido para estarem ali.
Textos selecionados, era hora de deixar tudo prontinho pra virar livro. Nesse momento fizemos todas as correçõezinhas necessárias, revisamos os textos e preparamos todos os paratextos para ficar tudo prontinho para diagramar.





Nas fotos, alguns dos paratextos do meu livrinho ♥. O tempo todo a professora ajudou a gente a entender melhor a função de cada coisa em um livro, como seria melhor criar e etc. Algumas das coisas também foram padronizadas pelo Laboratório de Edição — mas sobre isso eu vou falar daqui a pouco.
Com tudo pronto, fomos para a parte de diagramação e impressão dos livrinhos. Nessa parte tivemos ajuda da professora Emília e das meninas do LABED — o Laboratório de Edição da FALE. Usamos o projeto gráfico de lá e fomos encaixando o livro nele. Algo muito legal foi que a professora ajudou os alunos a “personalizarem” seus livros, então alguns tem encartes e outros detalhes para que o projeto funcionasse melhor com os textos.
Depois disso, escolhemos as cores que usaríamos: o papel pra capa e a linha da costura. Aqui foi engraçado: eu costumo ser toda “anti-amarelo”, mas quando fui na loja olhar as opções eu só conseguia olhar pro quanto esse amarelo tava lindo e vibrante. A linha cinza veio pra complementar.

Da última parte infelizmente não pude participar, porque uma professora de outra disciplina mudou o cronograma da matéria e aí tive compromisso no dia que aconteceu, mas foi o momento de encadernar os livros. Foi tudo feito a mão usando essa costura super fofa e simplezinha ♥ .
Apesar de não ter costurado o livro dessa vez, já participei de uma oficina do LABED em que pude fazer isso e estou doida pra participar de outras… é muito incrível aprender costuras diferentes e ver o resultado final! Esse é o caderninho que costurei da outra vez (tinha um livro também, mas não encontrei foto agora):
Por fim, os livros foram “unidos” nessa coleção chamada Boca do Forno com essa fita xadreza e ficou a coisa mais linda do mundo! Cada aluno ganhou um exemplar de cada livro (no “box” da coleção) e mais 3 exemplares do seu! Tô aqui babando nos meus até agora ❤.


Vou finalizar com mais algumas fotos do meu livrinho, Notas sobre Ela, porque eu realmente não consigo parar de olhar pra ele! hahahaha





Agora me contem: vocês tinham ideia de como funciona o processo de produção dos livros? Já participaram de algo do tipo?
Se tiverem alguma dúvida ou assunto relacionado a isso também, deixem nos comentários! Quem sabe não vira um post também?
