
Quando o pessoal da blogagem coletiva definiu esse como o tema de dezembro, confesso que fiquei entre a empolgação e o pé atrás. Eu sempre fui uma pessoa que faz lista de metas pro ano, mas nunca fui de compartilhar elas com ninguém: se não der certo, eu me frustro sozinha e não preciso dar […]
O tema de Março do Entreblogs – antigo WOA – foi “Uma Semana Comigo” e, como alguém que já tinha votado nesse tema várias vezes antes, fiquei super feliz. Planejei mil coisas, e no fim das contas, só consegui pensar nisso na última semana do mês, tirando umas fotos aleatórias durante a semana e escrevendo no fim do dia no meu caderninho da mesa de cabeceira. O plano era usar o começo da semana seguinte pra postar, mas lógico que não consegui, então vamos com atraso mesmo.
Tem o fator que essa semana foi completamente fora da casinha – bem como boa parte do mês de março. O João tá na China (!!!! SIM!!!!) pelo mês inteiro e tô vivendo de conversar com ele um pouquinho de manhã e um pouquinho de noite – 11 horas de diferença no fuso horário. Com isso também teve uma diferença de rotina – normalmente, nos fins de semana tento tirar pelo menos um tempinho pra ficar com ele ou ir pro sítio, o que mudou bastante minha vida social esse mês.
Preciso comentar também que estou meio em choque com o projeto Entreblogs – quando eu entrei, éramos umas 10 pessoas, eu conhecia quase todo mundo e fiquei super feliz com a existência de uma blogagem coletiva em pleno 2025. De repente, a vida me engoliu e quando me dei conta o grupo tem mais de 50 pessoas, um site e eu nem consigo acompanhar o chat. Mas isso me deixa absurdamente feliz porque a ideia de ter tanta gente mantendo a blogosfera viva é tipo um sonho pra mim.
Bora viver uma semana de abriu comigo em notas do meu caderninho de cabeceira – e notas adicionais posteriores?
Passei metade do dia editando as fotos que fiz no aniversário do João Victor no último sábado (21), metade do dia pensando que preciso de mais tatuagens porque mal dá pra ver minhas tatuagens nas benditas fotos – não tô entregando a estética o quero. Difícil demais precisar de dinheiro pra tatuar.
Também fui pra natação e depois de umas semanas parada pela correria e uma crise de sinusite, voltar foi difícil – sinto que perco o fôlego muito rápido toda vez que paro por algumas semanas.

Acordei cedo – coisa que odeio – para levar o carro no mecânico – nada legal também, e o que era pra ser uma revisão anual rápida se transformou em muitos vídeos do mecânico mostrando problemas e muita ansiedade minha.
Editei fotos boa parte do dia, mas também fui no pilates de tarde. Eu e Aline passamos algum tempo conversando sobre as possibilidades de como ir pro aniversário da Bibi amanhã, já que ela mora meio “fora da cidade” e aparentemente meu carro não vai ficar pronto a tempo.
Comecei o dia resolvendo caos da vida de fotógrafa: editando fotos, enviando informações para clientes, resolvendo seguro da *SPOILER * câmera nova.
De tarde tive reunião e mais uma cliente fechou o casamento comigo – esse momento é sempre meio mágico pra mim, adoro conversar com os clientes e entender a visão de casamento dos sonhos deles. Depois já fui chamar os freelas de foto e vídeo necessários e agendar com eles. Pulei a natação para me arrumar para o aniversário da Bibi – Aline passou aqui de uber e pegamos carona com amigos da Bibi, porque realmente o carro não ficou pronto.
O aniversário foi uma delícia – é sempre bom estar com as duas, e nos últimos tempos elas têm sido um lembrete constante de como amizades femininas são importantes e me fazem bem. Passamos a noite conversando, comendo a comida deliciosa da Bibi e jogando uma rodada de Cidade Dorme temático de Santa Ceia, em homenagem aos 33 anos da aniversariante.
Eu não tinha compromissos na quinta de manhã, então dormi lá pra deixar a carona live pra quem precisava.

Acordamos tarde e vivemos uma manhã deliciosamente lenta, tomamos café, comemos o que sobrou do bolo e conversamos muito.
De tarde peguei carona com a Bibi para voltar pra casa e já cheguei entrando em uma reunião de alinhamento com a Reis para um casamento na semana que vem. Era pra durar 30 minutos, mas a gente não sabe conversar sem fofocar no meio e os 30 minutos viraram 2 horas.
Quando acabamos já era hora do pilates e eu nem tinha almoçado ainda. Resultado? Matei o pilates também. Editei fotos até de madrugada.

Acordei e fui buscar o carro. Deixei muitos mil reais lá, mas não posso negar que o carro tá outro, tô até estranhando dirigir de tão leve que ele tá. Na volta pra casa, um susto: a luz de ~problema eletrônico~ acendeu. Fiquei morrendo de nervosismo, não consegui continuar dirigindo e parei o carro onde deu – um lugar péssimo, o que resultou em muitas buzinas e pitacos não solicitados. Liguei pro mecânico de volta e ele veio até mim, já que estava há menos de 5 minutos da mecânica, e segurei o choro enquanto ele não chegava.
Foi um surto meio a toa? Sim, era só um mal contato e ele resolveu em menos de 5 minutos, conferiu tudo de novo e ficou tudo bem. Já eu, passei o resto do dia dolorida de ansiedade/ tensão. A vida de superar o medo de dirigir não é fácil – mesmo quando a gente acha que já superou.
De noite fui fotografar um evento – o primeiro com a câmera nova – e foi tranquilo – a inauguração do espaço novo de um escritório de advocacia chiquérrimo. Foi bom pela tranquilidade, eu precisava disso depois desse dia, mas não deu pra explorar a câmera nos contextos que mais gosto.

Nesse dia eu só existi. Deixei o cansaço da semana e as ansiedades do mês tomarem conta de mim e passei o dia na cama entre ler, rolar o feed e tentar cochilar.
Dia de fotografar casamento – dessa vez como freela para outra fotógrafa. Saí de casa às 13:00, voltei às 23:00.
Fez um calor insuportável o dia inteiro e, apesar do alerta da defesa civil fazendo todos os celulares gritarem no meio da cerimônia, não choveu. O casamento foi animadíssimo, mas precisei beber uns 4L de água pra sobreviver e cheguei em casa com dor de cabeça pelo calor e agitação. Tomei um banho, um ibuprofeno e apaguei.

E essa foi a minha última semana do mês de março – um tanto agitada, mas foi uma semana interessante de registrar, pelo menos. Minha ideia era fazer algo mais “rotineiro”, mostrando como é uma semana normal por aqui, mas últimamente tenho sido péssima em seguir planos e manter rotina.
Abraços,
e até mais!
Depois do caos que foi dezembro – um caos muito bom, mas ainda assim, cansativo – eu defini que janeiro seria meu mês de férias. Isso é algo que como autônoma preciso aprender – desde 2022, quando saí da faculdade e do estágio, eu não tirava um mês inteiro de férias, e basicamente eu sou a pessoa que precisa se organizar pra que isso aconteça. É a coisa mais fácil do mundo? Não. Mas eu nem consigo colocar me palavras o tanto que eu precisava disso.
Comecei o mês em Nova Viçosa, naquele ritmo que já me é comum há alguns anos quando estamos por lá: acordar cedo, ir pra praia, voltar pra casa, almoçar, cochilar na varanda de tarde, voltar pra praia quando o Sol deixa, ver o pôr-do-Sol, voltar pra casa, tomar banho e arrumar pra passear na cidade a noite. Eu acho que esse ritmo pré-definido e repetitivo é uma das coisas que mais me ajuda a relaxar por lá.
Logo no começo do ano a Lua ficou cheia, e ficamos até mais tarde na praia nesses dias vendo a lua subir de um lado enquanto o sol descia do outro – outra coisa que eu AMO ver em Nova Viçosa. Como a praia lá é virada pro Sul, o Sol se põe na lateral mar e eu sempre tenho menos fotos disso do que gostaria porque não tem experiência melhor do que ver esse momento de dentro da água – que parece ficar toda prateada.

Nesses dias o pessoal da casa também aproveitou a maré pra ficar jogando futebol na praia, e apesar de ODIAR futebol e qualquer esporte com bola, eu adoro ficar observando e curtindo a praia por mais tempo. Eu sou uma pessoa que AMA mar, e esse ano, depois de fazer natação o ano passado inteiro, sinto que consegui curtir até um pouquinho mais. Todos os dias, eu e Bibi íamos nadando entre dois pontos específicos da praia, como um exercício diário, porém gostoso que foi muito bem vindo também.

Outro evento anual da casa é o passeio de barco. Esse ano nos dividimos e o pessoal com criança fez um passeio mais curto, enquanto nós fomos passar o dia inteiro na Reserva Extrativista de Cassurubá – uma ilha no meio do mar e do mangue, quase deserta. É a segunda vez que vamos pra lá e é sempre uma experiência muito legal.


Nós sempre jogamos muito em Nova Viçosa, e não seria diferente na vez que Ian e Bibi – nossos companheiros de jogos de tabuleiro – foram com a gente pra viagem, né? Pra completar a alegria, abriu um bar de jogos lá na cidade, então juntamos com alguns outros amigos e primos do João e passamos algumas horas lá jogando. Teve também muitas horas jogadas de bozó, presidente e outros jogos de baralho, general, adedanha, África, e os meninos se arriscaram até a jogar mahjong – a turminha do João e amigos do primo dele que estão estudando mandarim, porque nesse eu não me arrisquei.


Eu e Bibi curtimos muito também nossos rolês sozinhas – que variaram de sair pra tomar uma caipirinha de tarde juntas, a nadar, ir numa loja esotérica fazer leitura de mão e passar algumas horas nas lojinhas de acessórios da cidade – e vivemos muito uma viagem de amigas, com direito a tererê combinando e tudo. Eles foram embora alguns dias antes da gente, mas antes saímos de noite pra comer uma moqueca que estava deliciosa também. Depois disso foram alguns dias mais quietinha com o João, curtindo os últimos dias de praia.




No dia 11 fomos embora, e eu sempre odeio me despedir do mar – eu realmente amo ficar dentro da água por horas e horas, brincando, nadando ou só existindo enquanto sinto o movimento das ondas, e odeio ter que voltar e ficar sem saber quando vou viver isso de novo. Mas pra honrar o título de “povo que gosta de viajar”, a gente não voltou direto pra casa: demos uma paradinha em Viçosa, na casa dos tios do João (que estavam lá na praia com a gente também), e passamos uns dias lá.

Por fim, chegou a hora de voltar pra casa de verdade, e retomar a rotina (ainda sem trabalho). Natação, pilates, e tempo pra hobbies. Consegui me manter quase 100% sem trabalhar – com exceção de algumas reuniões com clientes que eram necessárias. Essa foi a parte mais difícil: estar em BH e me controlar pra não trabalhar, mas consegui passar o mês bem tranquilo.


Pra fechar o mês, fiz uma aula do Medita & Aquarela, da Águas da Karla, e adorei a aula e o resultado da pintura. Voltando da natação num dia qualquer, encontrei esses gatinhos em um lote vago e quase derreti de amor – queria muito ter como trazer pra casa, mas não podia. Pouco tempo depois, vi no grupo do bairro que eles foram resgatados. E no último dia do mês foi dia de voltar ao trabalho – fui fotografar o casamento do Arthur e da Cecília, amigos da época do ensino médio. Foi lindíssimo o casamento e ainda voltei com esse buquê pra casa – todas as flores da decoração foram transformadas em buquês e distribuídas pros convidados <3.
Bom, esse foi o meu mês – com só um pouquinho de atraso, né?
Me contem como foi o começo do ano por aí!
Abraços,
e até mais!