Blogagem coletiva

Metas para 2026 #WoA

Quando o pessoal da blogagem coletiva definiu esse como o tema de dezembro, confesso que fiquei entre a empolgação e o pé atrás. Eu sempre fui uma pessoa que faz lista de metas pro ano, mas nunca fui de compartilhar elas com ninguém: se não der certo, eu me frustro sozinha e não preciso dar […]

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2 de abril de 2026

Tava bom demais pra ser verdade eu conseguindo atualizar vocês por aqui com frequência, né? Óbvio que a vida adulta e a bola de neve de trabalhos ia me atropelar assim que eu voltasse de viagem.

Eu pensei em só ignorar os meses que não fiz posts, mas eles foram meses legais demais pra não contar por aqui, então vamos com uma atualização mensal pra lá de atrasada. Março já acabou e eu nem quero falar sobre o tanto que esse mês me atropelou, mas desse post aqui vai ser sobre dezembro porque é o que tem pra hoje.

Dezembro, 2025 – Bahia, Brasília, Natal, estrada…

Quando dezembro começou, a minha agenda de trabalho já estava lotada e eu sabia que o mês seria caótico. Pra completar, a chuva não deu trégua em BH e precisei remarcar vários dos ensaios por causa dela, criando uma bola de neve. Apesar disso, o mês começou na calmaria – no sítio, comemorando o aniversário da minha sogra, jogando jogos de tabuleiro (foi bonitinho porque o sobrinho do João sempre vê a gente jogando com nossos amigos, então ele levou Detetive pra jogar com a gente).

Também aproveitei o início do mês – e os dias presa em casa por causa da chuva – pra estudar tarot e organizar minhas metas pra 2026 com o João Victor, meu melhor amigo, em um date de planejamento que já comentei por aqui como foi incrível.

No dia 12, começou a primeira viagem e aventura do mês: eu e a Reis entramos em um avião e fomos parar em Brasília. Confesso que a ansiedade estava grande, porque a ideia de ir pra tão longe fotografar um casamento me fez até sonhar que eu chegava lá e minha mochila de equipamentos tava vazia, ou que dava um problema no aeroporto e a gente não poderia levar nosso equipamento. Mas deu tudo certo e lá fotografamos o casamento da Kell e do Lucas.

Eu ainda não conhecia Brasília, mas a Reis já, e apesar de termos ido em um bate-e-volta de fim de semana conseguimos curtir bastante coisa: no sábado a noite fomos pra um samba, no domingo de manhã fotografamos o casamento e depois disso fomos encontrar um casal amigos da Reis e almoçamos com eles no Sunugal Bistrô, um restaurante muito bom de comida senegalesa. Depois disso ainda acompanhamos eles pra uma feira de vinis, onde ficamos curtindo e enrolando um pouquinho até a hora de voltar pra BH.

Por incrível que pareça, esse foi um fim de semana em que a chuva colaborou com a gente – tanto em BH quanto em Brasília. O casamento foi ao ar livre, num espaço lindo, e a chuva começou cerca de 15 minutos depois do fim da cerimônia e fotos protocolares – foi perfeito, porque a recepção era num local fechado. Além disso, assim que acabou a cobertura da festa e pegamos o uber para o almoço, a chuva parou de novo e nos deixou curtir o resto do dia.

@lnolascofotografia para @revoa.lab

Alguns dias depois, mais uma aventura pra mim: pela primeira vez, peguei o carro sozinha e fui pra uma cidade “longe” e desconhecida pra fotografar: foram mais ou menos 70km até Itatiaiuçu, onde fiz o ensaio da Cássia e do Léo. Mais uma vez, a ansiedade quase me engoliu, mas no dia peguei o carro bem tranquila e fui e voltei dirigindo (somando, cerca de 150km) em paz. Eu acho que foi a maior prova de que eu tô mais tranquila pra dirigir, e confesso que terminei o dia bem orgulhosa – foi um ótimo preparo pras aventuras que eu já sabia que 2026 estava reservando pra mim.

Pra fechar dezembro, fomos comemorar o Natal no sítio. Já faz uns bons anos que eu e o João que “organizamos” o Natal por aqui e, como não somos cristãos, isso significa definir o cardápio, fazer comida gostosa e juntar gente que tá na mesma vibe. Dessa vez fomos nós, os pais dele, minha mãe e o João Victor – eu e ele fizemos uma sobremesa meio inventada (uma mistura de torta com pannacotta) que ficou perfeita. Passamos o dia na cachoeira, num clima totalmente diferente do meu imaginário de Natal (que consiste em correria, mulheres na cozinha se matando o dia inteiro pra cozinhar, casa cheia e caos) e de noite foi todo mundo junto pra cozinha preparar a comida, comer e beber, na maior paz. No dia seguinte, já trouxe de volta minha mãe e o João Victor porque eu, o João e os pais dele viajariamos no dia 26.

No dia 26 pegamos estrada rumo à Bahia – cumprindo a tradição da família extendida do João de passar os fins de ano em Nova Viçosa, na casa que meu sogro comprou com os amigos há mais de 40 anos atrás e na qual se reunem mais de 60 pessoas todos os anos desde então. Podem me chamar de estranha, mas eu AMO viajar de carro. Pra essa viagem, sempre dormimos no meio do caminho – são mais ou menos 13 horas de viagem, mas a gente prefere fazer com calma e chegar lá ainda com luz pra montar barraca e aproveitar o mar no primeiro dia. Lógico que tem todo o stress de pegar estrada, mas como tem outros 3 motoristas no carro eu não preciso dirigir, então vou daqui até lá com a cabeça levinha, observando a paisagem e avisando todo mundo toda vez que vejo alguma vaquinha na paisagem – uma função super importante, diga-se de passagem.

Fomos os primeiros a chegar na casa esse ano, o que eu gosto bastante – dá tempo de ir me adaptando aos poucos com a chegada do mundaréu de gente. Esse ano, nossos amigos Ian e Bibi foram com a gente também, o que tornou a viagem muito mais legal pra mim. E os últimos dias do ano foram assim: curtindo o pôr-do-Sol lindíssimo todos os dias, passando muitas horas na praia, cantoria toda noite (pensa numa família musical!). Até mesmo o reveillon foi assim, e eu não poderia pedir por nada melhor. Quando penso na quantidade de gente sempre fico ansiosa (alô, introvertida falando!!), mas quando estou lá sinto que as coisas fluem e consigo ter meus momentos de calmaria e de caos de forma equilibrada – principalmente tendo amigos por perto pra poder sair e deixar o caos um pouquinho pra trás.

E foi assim que acabou meu ano de 2025. Quando comecei esse post, o plano era juntar dezembro, janeiro e fevereiro, mas percebi que não ia conseguir deixar tanta coisa de fora pra conseguir fazer um post de tamanho aceitável, então pretendo voltar em breve com o início do meu ano.

E o fim de ano de vocês, como foi?

Abraços,
e até mais!

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Blogagem coletiva

29 de dezembro de 2025

Quando o pessoal da blogagem coletiva definiu esse como o tema de dezembro, confesso que fiquei entre a empolgação e o pé atrás. Eu sempre fui uma pessoa que faz lista de metas pro ano, mas nunca fui de compartilhar elas com ninguém: se não der certo, eu me frustro sozinha e não preciso dar explicação pra ninguém. Se der, fico feliz sozinha também.

Mas esse movimento esse ano já começou diferente: meu melhor amigo propôs um date pra comer coisas gostosas e planejar 2026, e assim fizemos. Cada um do seu jeito, mas pegamos nossos caderninhos, olhamos pra 2025, pensamos em 2026, estabelecemos e compartilhamos metas, dando ideias e pitacos.

Foi super gostoso fazer isso e recomendo demais, viu? E, sendo assim, já comecei os planos pra 2026 compartilhando minhas metas, trazê-las pra cá é um passo a mais. Não garanto que vai estar tudo aqui, mas uma boa parte com certeza. Vamos lá?

Metas para 2026

  • Tirar meu passaporte: fico querendo sair do Brasil pela primeira vez e sempre adio, mas acho que esse é um passo interessante;
  • Manter minha rotina de exercícios 4x por semana: Eu deixei de ser uma pessoa sedentária – por motivos de saúde – e me choquei com o tanto que tenho disposição, vontade de fazer as coisas… Ainda não amo me exercitar, mas achei na natação meu “lugar” nesse quesito. Eu durmo melhor, meu intestino funciona melhor, meu humor fica melhor, tenho menos cólicas… não dá pra ignorar tantos benefícios que já senti na pele e não só ouvi falar.
  • Sair mais para dançar: esse ano tive 2 momentos de sair pra dançar forró e outros que consegui dançar um pouquinho. O resultado é sempre o mesmo: termino o dia pensando porque não faço isso mais vezes. Também fiz umas aulas de zouk no meio do ano e concluí que não importa o ritmo e o estilo, eu amo dançar.
  • Comprar menos.
  • Tirar o nome de casada da minha mãe dos documentos: minha mãe se separou bem antes de eu nascer e só conseguiu se divorciar um bom tempo depois. No meio disso, aquelas micro-não-tão-micro-agressões às quais mulheres são submetidas: como ela ainda “era casada”, quando foi me registrar o cartório não aceitou deixar o nome do pai em branco e colocou o nome do ex-marido dela. Alguns anos depois, conseguimos trocar meu nome num processo de reconhecimento de paternidade – e foi assim que eu escolhi meu próprio sobrenome aos 4 anos de idade (a ordem e combinação dos nomes). Ainda assim, na certidão de nascimento o nome dela continuou o “de casada” e só percebemos quando fui entrar na faculdade e tive um erro de inconsistência de dados por causa do nome dela. Desde então sempre falo em ir mudar, pra ter meus documentos livres de um passado sombrio, mas acabo enrolando. Desse ano não passa.
  • Estudar e praticar mais bruxaria: quero me tornar cada vez mais bruxona. É isso.
  • Estudar mais e me aprofundar em novos assuntos: A faculdade me traumatizou e eu parei de estudar, mas eu gosto de estudar, só não gosto do ambiente acadêmico.
  • Me manter criativa: Eu amo ser uma pessoa criativa, que explora hobbies, desenha, pinta, borda, tricota e faz crochê. Quero continuar mantendo isso na rotina.
  • Encontrar meus amigos no mínimo 1x por mês
  • Me manter ativa no meu instagram profissional
  • Comprar uma R6 Mark II: Aquela meta absurda e que a gente coloca só como “vai que”, sabe? Não é como se eu fosse parar minha vida pra comprar uma câmera nova, mas certamente é algo que, se der, vai ser incrível.

Além da minha lista de metas, também comecei uma lista – ainda BEEEM incompleta – de 30 coisas para fazer antes dos 30. Contando que tenho 2 anos e meio, tenho itens bem variados: de sair do Brasil pela 1ª e ir morar sozinha a coisas mais simples como pular de parapente ou ir no Festival Ostara, passando por aprender uma nova língua (a 4a/5a se contar meu espanhol enferrujado!), pular de parapente e viajar sozinha de novo. Ainda não cheguei nem na metade dos 30 itens e estou aceitando sugestões: o que vocês acham legal ou essencial de se fazer antes dos 30 anos? Pode ser algo simples ou algo mais mirabolante!

Sempre defino também uma palavra e uma frase para me ajudar a definir o mood do ano, e elas ganham sempre um espaço especial no meu bullet journal. Para 2026, essas foram as minhas escolhas:

E é isso! Além das ideias pra lista de 30 antes dos 30, me contem como andam os planos e metas de vocês para 2026! Já deixo por aqui meus desejos de que eles se realizem e de que 2026 seja ainda mais incrível do que você pode planejar ou até mesmo sonhar, que o ano te surpreenda de maneira positiva.

Feliz 2026!

Abraços,
e até mais!

Este post faz parte da Blogagem Coletiva Work of Art. Se você também quiser fazer parte, tem mais infos aqui.

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