26 05 2017

Diamantina – Uma tentativa de diário de viagem

Diamantina - Diário de Viagem

Eu já começo esse post pedindo desculpas e aproveitando para desabafar um pouco. Tive sérios problemas com o serviço de hospedagem do blog- mandaram a data de vencimento errada, tiraram o blog do ar antes dessa data de vencimento, mandaram o boleto errado, paguei, me contaram que estava errado e não podiam cancelar o pagamento e eu teria que pagar outro boleto, depois de muita briga cansei e mudei de empresa de hospedagem, com muitos reais de prejuízo e muita raiva também. Por isso o blog esteve fora do ar esse mês quase inteiro e por isso ficamos tanto tempo sem posts. Aos pouquinhos  a gente recupera o tempo perdido – e pode ser que nesse início ainda role uma certa instabilidade! Se perceberem algum problema por aqui, por favor me avisem!

Deixando a raiva de lado, que tal falar de coisa boa? O que vocês andam fazendo por aí? Hoje vim contar um pouquinho de uma viagem que fiz pra Diamantina. Sempre gostei muito de ler posts no estilo “Diário de viagem”, então vou tentar começar a fazê-los por aqui. Preciso aprender a fotografar mais momentos das minhas viagens, os lugares que vou… Mas aos poucos a gente vai se acostumando, não é?

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Há alguns fins de semana fomos eu, João, Bolusca e Sofia (primo do João e a namorada) para Diamantina para o aniversário da Anita – filha de uns amigos nossos. Saímos de BH na sexta-feira à tarde e chegamos lá no comecinho da noite. Eu e João ficaríamos em uma casa e Bolusca e Sofia em outra – fomos então deixar as malas, tomar um banho e logo depois saímos para comer algo. Estávamos todos cansados e foi uma dificuldade imensa de achar algo pra comer que agradasse a todos. No fim das contas, ficamos na Baiuca e pedimos uma tábua de carne de sol com mandioca na manteiga de garrafa… Estava deliciosa e o clima frio na cidade deixou tudo ainda mais gostoso. O aniversário era no dia seguinte em uma cachoeira, e teríamos que sair cedo, então fomos para as casas dormir.

Eu e João acordamos de manhã e o termômetro marcava 16ºC, nada animador para uma cachoeira, mas lá fomos nós: o biquini por baixo de mil blusas de frio, calças jeans e cachecol era a prova de que somos pessoas esperançosas. Pegamos estrada para a cachoeira com um amigo, e parecia ter uma névoa sobre Diamantina… A gente ia se afastando e a temperatura ia aumentando. Primeiro, tirei o cachecol. Depois, a blusa de frio perdeu seu lugar. Por fim, quando chegamos à cachoeira do Telésforo – no distrito de Conselheiro Mata- já estava quente o suficiente pra querer dar um mergulho.

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Fomos os primeiros a chegar, e pouco depois outras pessoas foram chegando. Ajudamos a montar a mesa de piquenique e fomos ver a cachoeira… É LINDA DEMAIS! Tem uma faixa de areia gigante antes de chegar nela, a areia bem branquinha, fica parecendo uma praia e dá vontade de sair correndo-e olha que eu odeio correr! As pedras tem um tom marrom/dourado também que deixa tudo mais lindo, não dá pra descrever e acho que nem as fotos fazem jus à beleza do lugar! Já estávamos nadando quando Bolusca e Sofia chegaram contando que caíram em um buraco na estrada e algo tinha vazado do carro. Na hora, não demos muita atenção e fomos curtir o dia.
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Nadamos muito, comemos muito, cantamos parabéns pra Anita e aí comemos mais um pouco – hahahah- Fiquei encantada com o lugar e com a luz no final da tarde e tirei MUITAS fotos. Pra quem interessar possa: A cachoeira do Telesforo fica em Conselheiro Mata, Distrito de Diamantina. Pra chegar lá saindo de Diamantina a maior parte do caminho é estrada de terra, mas não é das piores (apesar do buraco absurdo citado ali em cima…). Ela fica em uma propriedade particular e cobram R$10,00 para entrar, mas vale muito a pena. Também é permitido camping no local, e aí tem uma taxa por barraca que não lembro bem de quanto é. A cachoeira é incrível pra adultos e crianças, por ter uma grande parte bem rasinha, que dá pra criançada correr e brincar muito (sem falar na areia!) e uma parte mais funda. Todas essas machinhas pretas na água na foto são peixinhos!

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Já no comecinho da noite resolvemos ir embora. Poucos minutos com o carro andando e ele começou a superaquecer. Os meninos colocaram mais água, olharam o que tinha acontecido, pesquisamos um pouco e chegamos à conclusão de que tinha furado o radiador. Era melhor deixar o carro lá, chamar o seguro e esperar alguém que também estava voltando da festa passar pra nos dar uma carona. Nesse dia, mortos de cansaço, demos uma voltinha a pé pela cidade e comemos uma pizza também nos arredores da baiuca. Eu adoro as noites em Diamantina, e o friozinho deixa tudo mais encantador.

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O domingo amanheceu ensolarado pra rir da nossa cara: tínhamos combinado de ir a alguma cachoeira antes de voltar pra BH mas  sem o carro não seria possível. Eu e João dormimos até tarde, demos uma volta na cidade, almoçamos e fomos arrumar as coisas para vir embora- voltaríamos em um taxi oferecido pelo seguro. Como se não bastasse os problemas com o carro, já estávamos chegando em BH, presos no trânsito, um carro bateu no taxi em que estávamos. Foi só um susto mesmo e todo mundo ficou bem. Quando chegamos em casa tudo o que queríamos era um banho e cama… Que fim de semana!

Essa foi nossa viagem, deliciosa e problemática ao mesmo tempo! Agora me contem: vocês conhecem Diamantina? E essa cachoeira do Telesforo? Já ouviram falar pelo menos? Indico muito que todo mundo que tiver oportunidade vá, é muito linda e o lugar é ótimo! Já contei um pouco de outra viagem pra Diamantina aqui! E pra caso você resolva pegar a estrada também, tenho um post aqui que ajuda muito na hora de fazer as malas!

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18 04 2017

Tudo que você precisa saber sobre o Bullet Journal

Desde que postei a primeira foto do meu bullet journal lá no instagram, chovem comentários pedindo posts sobre o BuJo aqui no blog. Como o pedido de vocês é uma ordem, aqui estou eu pra falar um pouquinho dessa minha nova paixão.

Antes de qualquer coisa, sinto que preciso me desculpar pela ausência: Comecei a faculdade mês passado e ainda estou um pouco perdida com horários, rotina e tudo isso. Mas com paciência e com organização ~olá bullet journal salva vidas~ as coisas vão se ajeitando e eu volto a postar com a frequência habitual.

O que é Bullet Journal?

É uma mistura de agenda, planner, diário e o que mais você quiser que seja. Basicamente, uma forma de organizar seus dias e se tornar mais produtivo. É um caderno que você “monta” da forma que quiser e que se encaixar melhor na sua vida. O método foi criado pelo Ryder Carroll e ele explica no site que linkei no nome dele, mas vou explicar aqui também. As pessoas começaram a usar e adaptar esse método e isso foi tornando o BuJo ainda mais cheio de possibilidades.

Quais são suas vantagens?

O BuJO tem muitas vantagens, mas acho que a maior delas é o que já citei acima: Você faz suas regras! Não sei vocês, mas sempre tive um problema com agendas: Se por algum motivo não usasse uma página, me sentia culpada por deixar uma página em branco e não conseguia usar depois por ser datada. Com o bullet journal, isso não acontece! Sem contar que você pode ter uma página no meio do seu mês para anotar os filmes que você assistiu ou quer assistir, a lista de compras do mês ou um texto aleatório. E a melhor parte é ter um índice organizadinho que vai deixar fácil de você reencontrar cada página sempre que quiser.

O que preciso para fazer um Bullet Journal?

Bullet Journal - Do que preciso?
Há quem pense que você precisa de muito material, coisas caras e tudo o mais, mas o material necessário pra fazer um bullet journal é:

  • -Um caderno (tamanho, formato e tipo de páginas que você preferir)
  • – Uma caneta/lápis (cor, modelo e etc que você preferir também)

Só isso! Você escolhe o caderno, o tamanho, se será pautado, quadriculado, pontilhado ou com folhas brancas. Você escolhe a caneta ou as canetas que vai usar. Pode ser um kit de 48 cores da Stabilo 88? Pode! Pode ser uma BIC preta? Pode também!

É preciso também tomar muito cuidado: não fique achando que você precisa de um caderno específico ou da caneta X pra começar o seu Bullet Journal. Nem se iniba com tantos desenhos e caligrafias lindas que vemos pelo Instagram e Pinterest.  A ideia é se manter organizado e produtivo, a decoração é totalmente opcional e, caso você queira fazer, ela vai evoluir com o tempo. É aquela lógica de a prática leva à perfeição, sabe?

Eu comecei meu BuJo em um caderno pequeno e sem pauta. Depois de uma semana usando, percebi que não estava funcionando pra mim e mudei pra um caderno A5 pautado (o meu lindinho é da Loja Heróicas porque ele tava parado aqui desde que ganhei da loja e não tive coragem de usar de tão lindo). Me adaptei muito melhor. Comecei usando uma caneta preta “tipo Stabilo” (as minhas são da Maped e amo! Compro 1 de cada vez, são mais baratas e maravilhosas!) mas atualmente quando estou com mais pressa uso uma BIC preta mesmo. Comecei sem decorar muito, e já tô me arriscando -e me apaixonando pelo- mundo das caligrafias e desenhos.

Como faço um Bullet Journal?

Começar o bullet journal talvez seja a parte mais “trabalhosa” do método, mas nada assustador. Vou explicar aqui passo a passo como começar, e com o tempo você vai adaptando pro seu jeitinho, pra sua rotina.

1- Faça uma legenda!

Bullet Journal - Legenda

O nome Bullet vem desses símbolozinhos que são usados na organização. Tem gente que usa cores diferentes também, tem gente que tem meio milhão de símbolos. Eu preferi ficar com o básico, assim me acostumo mais rápido e só de bater o olho em uma página já tenho uma imagem de como será aquele dia. Os bullets que uso são:

  • Uma caixinha para tarefas
  • Um círculo para eventos
  • Um pontinho para notas
  • Um asterisco para marcar coisas importantes

E para sinalizar o que já foi feito, as mudanças de planos e coisas do tipo:

  • Um “Check” para tarefas/eventos cumpridas
  • Um > para eventos adiados e < para os adiantados
  • Um – no que foi cancelado

Como vocês podem ver na foto, também controlo a quantidade de água que bebo diariamente no meu BuJo, então na área de água do dia um tracinho | = 250 mL de água.

2- Faça um índice!

Bullet Journal - Índice
A principio, vai ser só uma ou duas páginas com o título “índice”. Quando você for usando as páginas vai numerando elas e voltando lá pra anotar. Por exemplo: Na página 20 você fez o planejamento de abril, então durante o mês de abril vai precisar voltar lá algumas vezes pra conferir o que tem para aquele dia/semana, né? Então coloca “Abril —– pag 20” no índice. Fez o checklist pra mala de viagem na página 24, no meio dos Daily logs (explico mais pra frente) de Abril? Anota isso no índice e sempre que precisar vai ser facinho achar esse checklist! É o índice que deixa tudo mais organizadinho e fácil de achar.

3- Faça um Future Log!

Bullet Journal - Future Log
Bullet Journal - Monthly Log
Primeiro você vai fazer um calendário dos próximos 3, 6 meses ou 1 ano – o que for mais prático pra você. Aqui você pode marcar os eventos marcados com muita antecedência, sabe? Por exemplo, em janeiro você comprou ingresso pra um show em março? Anota lá! O aniversário da sua mãe é em agosto? Anota lá! Assim não corre o risco de esquecer nada.

Eu faço também, no início de cada mês, um “Monthly Log”, onde eu anoto as coisas mais especificas daquele mês: Consulto o Future Log, vejo o que tenho programado naquele mês e vou marcando nesse planejamento mensal as coisas como trabalhos e provas da faculdade, trabalhos de fotografia e coisas do tipo. É mais pra o Future Log não ficar muito confuso e poluído. Nessa página anoto também metas do mês, pra no final do mês voltar e ver o que consegui cumprir e o que passou ❤

4- Faça “caixas de entrada” ou “Daily Logs”

Bullet Journal - Daily Log/ Caixa de entrada
Por fim, vem a parte mais “cotidiana”, que exige mais esforço pra criar uma rotina: Todo dia você vai planejar seus dias no Daily log. Na noite anterior ou no dia de manhã você reserva 5 minutinhos pra pensar em todas as tarefas, eventos, tudo que deve ser feito naquele dia. Então você anota – usando os símbolos- e durante o dia, quando você for resolvendo aquelas tarefas e etc vai dando “check” no seu BuJo. Tem gente que prefere fazer um layout semanal pra não precisar limitar por dias, então só vê o que precisa ser feito naquela semana… Vai do que você prefere e se adapta melhor. A ideia é ter uma visão rápida e prática do que precisa ser feito.

Muita gente faz varios “Trackers” diferentes, pra controlar horas de sono, filmes e séries assistidos, livros, esse tipo de coisa. Por enquanto estou só controlando a quantidade de água que bebo todo dia e faço isso no daily log mesmo. Uma coisa que eu adoro nesse daily log é que não tem limite de linhas: Eu escrevo tudo que preciso, quando acaba aquele dia faço uma separação e começo o dia seguinte. Sem aquele desperdício de folhas que citei ali em cima com as agendas!

É isso! Simples assim! Hahahha, na verdade eu sei que no começo pode parecer um pouquinho complicado… Mas quando você para de adiar e põe a mão na massa percebe que com meia horinha pra começar tudo e menos de 5 minutos por dia você se torna muito mais organizado e produtivo, é sensacional! Eu não abro mão do papel e caneta pra me organizar, antes fazia só um “checklist” e o método do Bullet Journal me ajudou muito!

Agora me contem nos comentários: Vocês já conheciam o bullet journal? O que acharam? Já fazem ou tem vontade de fazer? O que te impede de começar? Vamos conversar! ❤

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30 03 2017

É que tudo é melhor com você, moço.

Acordei e você não tava ali do lado. Senti saudade. Pode rir da minha cara,  eu sei que é pouco tempo demais para senti saudades, mas eu senti. Ah, moço, vamos ser sinceros: tem coisa mais gostosa que começar o dia abraçadinhos? Quando acordo e a gente tem tempo pra curtir um tempinho antes de levantar parece que tudo fica melhor. “Só mais 5 minutinhos?” Eu sempre digo e você sempre ri. Você sabe que por mim ficaríamos por horas e horas- até a fome falar mais alto. O que sempre esqueço é que você, a maioria das vezes, já acorda com a fome gritando.

E quando a gente resolve aprontar algo na cozinha? Você quase enlouquece com minha bagunça, eu sei. Mas quer saber? Acho que é meio perfeito esse nosso combinado de que você faz o salgado e eu o doce. Até porquê, seria meio desastroso se eu fosse a encarregada do nosso jantar ou algo do tipo, né? Aliás, falando em jantar, não esquece que a gente tá se devendo um jantar, ok?

E ok, já que já estou sendo completamente brega e clichê por aqui, vou me render de vez. Sabe o que é? É que me apaixono ainda mais a cada vez que percebo o quão incrível é fazer até mesmo as coisas mais ordinárias ao teu lado. Sabe que eu adoro quando a gente pega ônibus junto e fica conversando sobre assuntos aleatórios e comentando sobre as pessoas que passam por nós? Então. E quando a gente tem que ir caminhando até o supermercado? É a coisa mais gostosa do mundo quando você para de andar do nada, me puxa e me dá um beijo.

Nem preciso dizer nada sobre quando a gente deita juntinhos pra ver um filme. Se estiver frio e tiver pipoca, melhor ainda, mas mesmo quando somos muito infelizes na escolha do filme. Eu sinto que o meu mundo pode estar desabando… quando a gente se enfia debaixo das cobertas abraçadinhos pra ver um filme, tudo fica bem.

E sim, tudo isso é pra dizer que tô com saudade. Que tô contando as horas pra você chegar, pra ter seu abraço de novo, pra poder te contar como foi a semana e ouvir sobre os seus dias. Tudo isso pra pra não deixar você esquecer o tanto que eu te amo e dizer, mais uma vez, que sua companhia é sempre minha melhor companhia.

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27 03 2017

Sobre ser mulher {Coletivando}

Pernas
Não é novidade alguma dizer que ser mulher tem suas dores e encantos. Hoje, deixo as dores pra depois. O tempo todo falamos sobre as dores. Da conversa no Whatsapp com as amigas contando da cólica ou do medo de, sozinha, ter encontrado um cara numa rua escura, aos muitos maravilhosos -e, muitas vezes, dolorosos – textos feministas que aparecem todo dia na nossa timeline.  Tudo fala da dor. As mais diversas mídias esfregam na nossa cara todos os dias os muitos esteriótipos- de beleza, padrão corporal, comportamento, maternidade romantizada e tantos outros- e continuamos gritando: Eu não me resumo a isso!

Acho importante dizer: Falar da dor não é um problema. Jamais. É falando da dor que a gente a entende, é falando da dor que a gente muda, é falando da dor que a gente percebe que não está sozinha – que tem MUITA gente do nosso lado. Mas, hoje, não quero falar da dor.

Hoje, quero falar de ciclos. Quero falar de sororidade. Quero falar de empatia. Quero falar de união. Quero falar de força. São tantas belezas, tantas alegrias, tantos encantos pra falar que tive que me conter pra não fazer deste texto algo gigante.

A lua tem seus ciclos. A princípio, é Nova, escura, muitas vezes invisível. Depois, se torna Crescente, sorrindo; Dê um pouco mais de tempo para vê-la cheia.  Em seguida, ela míngua e sorri para o outro lado. A natureza tem tantos outros ciclos que não posso citar todos: Primavera, verão, outono e inverno, vida e morte. Ser mulher é ter seus ciclos, como a natureza, como a lua. Nós temos nossas luas, nossa período fértil, nosso sangue. Morremos e renascemos todo mês.

Além dos ciclos, em semelhança com a natureza, temos a possibilidade de gerar. Possibilidade, perceba bem minhas palavras – mulher nenhuma tem essa obrigação- Não querer ou poder não te torna menos mulher. Acho que eu vou passar minha vida inteira me encantando com a ideia de que uma vida pode se formar no corpo de uma mulher. Me encanto ainda mais com essa nossa condição quando penso em todas as adaptações que nosso corpo faz a fim de gerar e cuidar das nossas crias. Eu poderia falar uma eternidade disso sem nem perceber, eu acho. Mas não vou encher vocês.

Outra coisa maravilhosa é quando nós mulheres resolvemos nos unir. Seja um papo de amigas, seja uma roda de conversa, seja numa manifestação pelos nossos direitos. Quando a gente dá as mãos e se abre para ouvir e participar da história de outras mulheres, uma força maior se cria. A união das nossas forças parece não se somar, mas multiplicar. Quando mulheres se apoiam elas crescem.
E não vou dizer que é fácil: a gente vive num mundo em que inventaram que somos inimigas. Quando conseguimos olhar além disso, derrubar essa ideia absurda… Aah, que coisa maravilhosa nasce. Juntas percebemos que não somos pequenas, que não tem nada de errado conosco, que somos únicas e cheias de particularidades – como qualquer indivíduo-, mas não estamos sozinhas.
No simples ato de conversar, mulheres se descobrem. Percebem suas semelhanças e diferenças, começam a enxergar a si mesmas como seres muito mais complexos e muito além de todos os esteriótipos. Encontram amigas, irmãs de luta, irmã de dores e de alegrias. Percebem sua força, descobrem sua voz.  Ainda acredito que, no dia que as mulheres se unirem de verdade, não há nada que as segure.

Aah, há tanto pra falar. É tanta força, tanta beleza, tanta delicadeza, tanta magia. É tão sagrada. Para não ficar cansativa- e, quem sabe, para ainda ter assunto para tantos outros posts- me despeço aqui desse post sobre as coisas que mais me orgulho e mais amo sobre ser mulher.

Este post faz parte do Projeto Coletivando. Quer ver mais posts com o tema “Sobre ser mulher?” Visite o blog das outras participantes:

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23 03 2017

3 dicas para aprender inglês sozinha!

Aprender Inglês Sozinha

Oi gente!

Hoje eu tô trazendo um post bem diferente pro blog, sobre um assunto que eu andei pensando bastante esses dias: Como eu aprendi a falar Inglês. Quer dizer, eu fiz cursinho durante anos, e tecnicamente aprendi tudo sobre a gramática/escrita por lá. Mas falar -e entender- a fala inglesa eu só consegui aprender mesmo sozinha (isso mesmo, sozinha!). Querem saber como aperfeiçoar sua fala ou fazer seu próprio Talk&Talk em casa -e de graça-? Então vamos lá!

 

1) Músicas/Filmes/Séries ou Livros.

Bom, esse de fato foi o que mais me ajudou. Desde pequena eu sempre fui muito acostumada a ouvir música estrangeira e pesquisar as traduções. Pode parecer que não, mas isso ajuda muito, assim como ouvir as músicas no modo [lyrics] no Youtube. Nossa mente já vai assimilando alguns significados, e quando a gente nota, já sabemos alguns de cabeça.

A mesma coisa acontece quando você assiste seriados (ou filmes) em inglês com a legenda também em inglês! Essa última dica é mais pra quem já tem uma certa noção da língua, mas é algo que me ajudou muito e hoje em dia só assisto séries (que não possuem um vocabulário muito rápido) desse modo. Eu recomendo Freaks and Geeks (É muito tranquilo pra quem tá começando, bem fácil.) e Sherlock (pra quem já quer treinar mais, devido as palavras consideradas ‘difíceis’.)

 

2) Mudar o idioma do seu telefone.

Pode parecer uma dica meio boba, mas não é. Quando você faz isso, sua mente já se adapta a tradução das palavras, tipo hora, nome de aplicativos e alguns apetrechos. Depois que eu fiz isso, eu me acostumei demais aos termos simples do inglês. O único problema pode ser o corretor, mas tem como você mudar. Tipo, o idioma ser inglês mas o corretor ser Pt-Br. Legal, não? Tentem! (Podem tentar com outra língua também, vale qualquer coisa.)

 

3) Conversar com nativos.

Essa é de longe a melhor coisa que você pode fazer para treinar a sua fala. Sabe aquelas palavras difíceis de pronunciar, que parecem que enrolam sua língua? Pois bem, a única maneira de concertar isso é enfrentando o problema e treinando! Conversar com pessoas nativas é muito bom, pois além de você fazer amizades, seu inglês melhora consideravelmente. Conversar por chat também é útil pra treinar a gramática, então de qualquer jeito você sai ganhando. Você pode baixar alguns aplicativos para isso, como o , ou então conversar com algum conhecido que more lá nos States por Skype (Ou até mesmo aquele seu amigo que já é formado, e fala fluente). Acaba sendo uma troca mútua de conhecimento e treinamento.

 

E é isso! Todas essas dicas valem para qualquer idioma, e qualquer período do cursinho que você esteja (e pra quem não faz cursinho também.) simples, rápido e sem complicações. Espero que tenham gostado do post, e até mais!

🙂

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16 03 2017

Olha o Passarinho: 5 Dicas Essenciais Para Fotógrafos Iniciantes

Este artigo foi criado pela equipe SaveMe para uso exclusivo do blog A menina da Janela.

Você gosta de registrar momentos especiais da sua vida? Ou mesmo situações cotidianas, que ganham um brilho diferenciado quando vistas através das lentes de uma câmera fotográfica? Se sua resposta é sim, você provavelmente é um daqueles que vê a fotografia como uma arte, e sabe que como tal, ela pode ser estudada e aperfeiçoada!

Pensando nisso, criamos uma lista com dicas para fotógrafos iniciantes, confira.

5 Dicas Para Fotógrafos Iniciantes

Fotógrafos- 5 Dicas Essenciais Para Fotógrafos Iniciantes

1 – Não se Preocupe (Tanto) com o Equipamento

Sua jornada na fotografia pode começar aos poucos, com uma câmera simples mesmo. Aproveite esse período para treinar seu olhar e praticar bastante. Aos poucos você saberá quais são suas necessidades, e assim poderá comprar a câmera e as lentes mais adequadas ao seu estilo.

 

2 – Dedique Tempo a Cada Imagem

Pode ser que você consiga a foto perfeita em apenas um click, mas também pode ser que a imagem ideal exija algumas dezenas de tentativas. Nesse momento é importante persistir: busque ângulos diferentes, use a criatividade e se possível faça alterações – como iluminação, composição e etc. – para melhorar o resultado final.

 

3 – Explore os Recursos da sua Câmera

Mesmo as câmeras mais simples contam com diferentes recursos, e para usá-los é importante conhecê-los bem. Por isso, explore as funções de sua câmera e não deixe de comparar os resultados de cada uma delas.

 

4 – Busque Inspiração para Fotografar

Seja no começo da caminhada ou durante ela, buscar inspiração é sempre muito importante. Conheça o trabalho de fotógrafos consagrados, mas também veja o que os amadores estão fazendo; busque os detalhes de cada imagem e explore as técnicas usadas. Essa é uma forma de estudar fotografia, reconhecendo o talento de cada colega.

Câmera de Smartphone- 5 Dicas Para Fotógrafos Iniciantes

 

5 – Esteja Sempre Pronto para Fotografar

Diferentes situações do dia a dia podem dar origem a belas fotografias, sejam momentos espontâneos ou posados, com pessoas, animais ou mesmo objetos inanimados. Então, esteja sempre pronto para fotografar! Como não é fácil andar com um equipamento de fotografia para todos os lados, uma sugestão é comprar um smartphone com uma boa câmera.

Lembre-se que com dedicação e estudo você poderá se tornar um excelente fotógrafo.

Você tem mais alguma dica para fotógrafos iniciantes? Não deixe de compartilhar nos comentários!

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09 03 2017

5 Fotógrafas Brasileiras Incríveis Que Você Precisa Conhecer!

Fotógrafas Brasileiras Incríveis

Se você ama fotografia ou trabalha com ela, sabe o quão importante é se manter inspirado. Separei hoje 5 fotógrafas incríveis que me inspiram muito- arrisco dizer que são minhas favoritas- pra inspirar vocês também! Todas elas são brasileiras e o que mais me chama atenção na fotografia delas é como retratam a mulher em contato com a natureza, de forma “selvagem”, natural e belíssima.

Faz muito tempo que esse post está nos rascunhos. A lista originalmente tinha 4 fotógrafas apenas, e eu sempre enrolando pra postar. Quando salvei nos rascunhos, nem pensava ainda em trabalhar como fotógrafa… Agora, dando meus primeiros passinhos nesse mundo lindo, achei que era a hora de deixar de lado a enrolação e terminar de escrever esse post. Afinal, foram estas- e algumas outras- mulheres e fotógrafas que me ajudaram a perceber e entender que caminho quero seguir na fotografia. Sem mais delongas, vamos à lista? (Para conhecer o Instagram das fotógrafas, clique no nome OU nas fotos delas).

Fotógrafas Brasileiras Incríveis Para Se Inspirar!

Camilla Albano

Fotógrafas Brasileiras- Camilla Albano

A Camilla tem o trabalho mais sensacional que eu já vi na vida. Chego até a ser meio tiete e já falei sobre ela aqui. Eu me emociono muito vendo suas fotos “na natureza”, como ela define. 3 séries fotográficas dela me encantam muito: O Mulheres da Lua, com fotos de um Círculo de Mulheres do Sagrado Feminino, o Florescência, projeto em que a tatuadora Amanda Roosevelt (outra mulher que me inspira!) pinta flores em corpos nus e a Camilla fotografa, e o Afeto, que retrata mulheres amamentando. A Camilla Albano passa uma força e uma delicadeza nas fotos que eu não consigo descrever… Sou apaixonada e é isso. Aah, claro, já ia me esquecendo: Ela é de Fortaleza- Ceará!

Melissa Maurer

Fotógrafas Brasileiras - Melissa Maurer

A Melissa é uma fotógrafa de Alto Paraíso de Goiás que também retrata mulheres na natureza de forma incrível. Ela tem costume de ainda postar, junto com suas fotos, trechos, frases, parágrafos super delicados e que me tocam muito, sempre. A série “Moviment.art“, que retrata a dança, o corpo em movimento em meio à natureza, e a série Cerrado Feminino me tiram o fôlego sempre que paro pra ver.

Dani Chaves

Fotógrafas Brasileiras - Dani Chaves

“Fotógrafa e atriz. Deusa empoderada e curandeira da alma. Facilitadora de rodas de mulheres. Loba. Mulher selvagem!”é a descrição dela no Instagram. Só aí já deu pra perceber porque eu amo, né? Ela é mais uma que me faz arrepiar só de ver suas fotos… Quando resolvo parar e reparar na legenda também, mais um encanto. Os ensaios Alcatéia – Deusas Negras e o Amor Líquido (que ela fez junto com o Afeto da Camilla Albano) são meus favoritos ❤ Não encontrei de que cidade ela é, mas pelo DDD acredito que seja no Ceará.

Bruna Ferreira

Fotógrafas Brasileiras - Bruna Ferreira

“Fotógrafa da alma feminina” é como a Bruna se descreve, e consigo enxergar isso em suas fotos. São todas muito expressivas e cheias de sentimento. Minhas favoritas, é claro, são as fotos ~no meio do mato~ em contato com a natureza, mas a Bruna também arraso no meio das cidades e em ambientes fechados.

Karina Diniz

Fotógrafas Brasileiras - Karina Diniz

O que falar da Karina? Ela é blogueira lindíssima do My Life as Karina e já acompanho as fotos pelo blog desde antes dela ter uma página e insta de fotografia. Ela é do Rio de Janeiro e recentemente me encantou MUITO com seu projeto Alma. É a pessoa da lista de quem me sinto mais próxima -pelo blog e trocas de comentários e por ser alguém que vi começando, mais ou menos na mesma época que eu.Vale muito a pena conferir e acompanhar o trabalho da Kah!

Essas são as fotógrafas que selecionei! Conheço muitas outras incríveis e, se quiserem, posso trazer mais algumas em outro post! Pra você que está estudando fotografia, tente observar como eles usam a luz, como compõem as fotos, que elementos costumam usar… Tudo isso é muito legal e ajuda MUITO, confiem em mim.

E pra não dizer que não falei de mim também… Que tal acompanhar meu Instagram e página de fotografia?Pra quem é de Belo Horizonte, está rolando um sorteio de mini-ensaio em comemoração ao Dia Internacional da Mulher! Espero vocês lá ❤

 

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23 02 2017

6 Marcas De Coletor Menstrual Nas Quais Você Pode Confiar

Marcas de coletor menstrual confiáveis

Uma das principais dúvidas que chegam a mim através de e-mails, comentários, mensagens no Facebook/Instagram e conversas com amigas é sobre as marcas de coletor menstrual. Com tantas opções no mercado e tão pouca informação sobre a maioria delas, é normal ficar um pouco perdida na hora de escolher que marca comprar. Pra te ajudar, escrevi esse post recheado de dicas, relatos e informações sobre as principais marcas de coletor disponíveis. E mais: Nesse post, vou te contar porque você não deve comprar um coletor Chinês!

Se você caiu de paraquedas nesse post e quer saber o que é um coletor menstrual, pra que serve, como usar e muitas outras informações, basta ler meus posts “Tudo sobre coletores menstruais” e “Porque o coletor não é só sobre sangue“. Abra eles em uma nova aba e depois volte aqui pra ler sobre as marcas, ok? Eu te espero!

Marcas de coletor menstrual confiáveis

É sempre complicado falar sobre marcas de coletor menstrual. Digo isso pois cada corpo é um corpo, cada mulher é única e muitas vezes o que funciona bem para Maria não irá funcionar tão bem para Ana. Vale sempre lembrar que o coletor não deve ser escolhido apenas pela marca, mas sim pelas características do seu corpo e do seu ciclo – dentre elas, altura do colo do útero, força pélvica e intensidade do ciclo. Se você não está entendendo nada, sugiro novamente que leia o post Tudo sobre coletores menstruais e depois volte aqui.

Mesmo depois de descobrir as características citadas acima, muitas mulheres continuam perdidas – afinal, são tantas marcas e tamanhos diferentes que com certeza mais de um modelo se encaixa nas características. Pra ajudar nessa escolha, reuni relatos de mulheres reais do grupo Coletores Brasil e informações técnicas sobre 6 das marcas mais citadas nesse grupo. Abaixo, a lista de perguntas que mandei pra cada uma das meninas sobre a marca que elas usam:

1- Qual é a marca e o modelo/tamanho de coletor que você usa? 2- Onde você comprou o seu coletor? 3-Você demorou a se adaptar ao coletor? Experimentou outra marca antes dessa? 4- Qual a sua opinião sobre a marca? Gosta? Trocaria por alguma outra marca ou modelo? Porque? 5- você pratica /já praticou algum tipo de esporte com o coletor? Nadou? Teve algum problema? 6- O que você diria pra alguém que quisesse comprar um coletor da mesma marca que o seu?

1- Inciclo Marcas de coletor menstrual - Coletor Menstrual Inciclo

A Inciclo é uma das marcas de coletor menstrual mais famosa aqui no Brasil justamente por ser uma marca nacional. Conta com apenas 2 tamanhos diferentes: O A, recomendado para mulheres com mais de 30 anos e/ou com filhos, e o B, para mulheres com menos de 30 anos e sem filhos. Ele é transparente e feito de silicone medicinal. Não é muito recomendado para quem tem o colo do útero baixo, por ser mais “compridinho” que outras marcas. Vamos ver o que as meninas que usam falaram sobre ele?

“Uso o Inciclo tamanho A. Comprei no próprio site deles. Fui uma sortuda que me adaptei desde o primeiro uso, ele foi meu primeiro. Gosto muito dele, não trocaria. Já nadei com ele e não tive problemas, mas não pratiquei outros esportes. Eu recomendo a marca, nunca tive nenhum problema com ele, apesar do meu colo ser super baixo e ele ter um formato mais alongado. Até pra mim deu certo, a única coisa que tive que fazer foi cortar toda a haste que, essa sim, me incomodava.” Melissa Cortez

” Eu uso Inciclo tipo A. Comprei de uma amiga revendedora que mora na minha cidade e que eu incentivei a ser revendedora. Demorei 3 meses para me adaptar, acho um período normal. Nem longo nem curto. Não experimentei outra marca. Eu uso esse coletor há quase 2 anos (faz em abril deste ano) e gosto muito. Acho que ele é bem adequado ao meu corpo e o de muitas mulheres brasileiras. Não pretendo trocá-lo porque acredito que um dos princípios do uso dos coletores é exatamente a diminuição do consumo, mas se um dia o meu coletor não se adequar mais ao meu corpo eu compraria o Lumma, porque acho que ele é o mais parecido com o Inciclo e ainda tem algumas vantagens (do meu ponto de vista), como ser mais rígido e ter uma parte mais maleável no fundo que facilita a retirada do vácuo. Eu pratico natação e ando de bicicleta, nunca tive problema algum. Indico o Inciclo para quem tem características físicas adequadas para o seu uso. Cada corpo pode se adaptar a vários coletores, mas sempre vai ter um que é mais adequado.” Petra Ramalho

2- Fleurity

Marcas de coletor menstrual confiáveis - fleurity

A Fleurity é uma marca que cresceu muito também recentemente, e com certeza você já viu pelo facebook uma propaganda dela com a foto da Flávia Alessandra. Também oferece apenas dois tamanhos: o 1, recomendado para mulheres com mais de 30 anos e com filhos, e o 2, recomendado para mulheres com menos de 30 anos e sem filhos. No site da marca há informações sobre diâmetro, capacidade e tamanho de cada opção, facilitando a escolha pensada nas suas características  e não na recomendação dada por eles. Possuem 3 opções de cores (rosa, roxo e natural) e são feitos de silicone hipoalergênico.  Vi muitas pessoas reclamando de não se adaptarem à marca, mas observando pude perceber que na maioria das vezes o problema era que, por ter se tornado muito famoso com as propagandas, muitas mulheres compraram sem avaliar suas características/sem ter conhecimento sobre coletores e por isso acabaram escolhendo o tamanho errado. Vamos aos relatos?

“Eu uso o fleurity tamanho 2 para mulheres com menos de 30 anos , comprei meu coletor em uma grande farmácia. Nunca tive problemas com meu copinho me adaptei mt rápido, o fleurity foi meu primeiro e único copinho foi paixão a primeira vista! Os coletores da fleurity são uns dos mais moles deste mercado, o que torna o uso deles um pouco mais complicados, principalmente para mulheres com os músculos da vagina mais fortes. Eu ainda n penso em trocar o meu copinho, ele atende bem as minhas necessidades e me adaptei muito bem a ele. A fleurity é uma marca boa porem de difícil adaptação para muitas mulheres, se seu colo do útero for baixo vai ser bem complicado já que ele é mais comprido que os outros do mercado, além disso se vc n conhece bem seu corpo e n estiver familiarizada com ele vai ser difícil fazer o copinho abrir dentro de você. Faço exercícios moderados com ele, nado e pulo carnaval sem nenhum problema, comigo nunca vazou!” Maria Fernanda Amorim Fossaluza

“Eu uso o fleurity roxo ( recomendado para quem já teve filhos), quarto ciclo com ele. Vi o anúncio patrocinado e comprei pelo Facebook, em seguida entrei no grupo dos coletores e descobri que existiam várias marcas ( acreditava que essa era a única).Mas aí fui para batalha, a dobra básica não abria, foi bem difícil , no grupo descobri outras dobras relaxei e consegui com a dobra invertida. Passo 1 concluído, ufa. Aí me veio o cabo, nossa, enorme e parecia q algo estava saindo de mim, peguei a tesoura e cortei, ufaa 70℅ resolvido. Mas ainda havia um incomodo, no meu terceiro ciclo resolvi usar pelo avesso e aí sim, problemas resolvidos. Para sair? Sim, pensei nisso, mas fiquei de cócoras fiz pressão , tirei o vácuo e ele saiu perfeitamente. Pretendo experimentar outras marcas ainda, mas estou completamente apaixonada pelo coletor e índico a todas as pessoas, nada como você se sentir livre, vou para academia, corro, faço funcional e me sinto no dia como qualquer outro. Meu maior problema com absorvente interno, além do tempo que tinha q trocar, quando fazia xixi encharcava ?? Já indiquei o fleurity para duas amigas, mas sempre aconselho a cortar o cabinho.” Nathy Ramos

3- Lumma

Marcas de coletor menstrual confiáveis - Lumma

Assim como as duas marcas anteriores, a Lumma tem apenas dois tamanhos e a mesma lógica de recomendação de tamanhos: Tipo A para mulheres com mais de 30 anos/com filhos e tipo B para quem tem menos de 30 anos/não tem filhos. Só tem coletores transparentes e são feitos de silicone medicinal. Um diferencial interessante é que é a única marca que tem “pétalas” na parte de baixo que ajudam a retirá-lo. É também conhecido por ser um pouco mais rígido que as marcas similares – consequentemente, mais indicado para quem tem mais força pélvica. É também uma marca relativamente barata. No site, há indicação da lista de revendedoras em várias cidades diferentes. Relato:

“Uso o Lumma tamanho B (menos de 30 anos/sem filhos). Comprei com uma revendedora da minha cidade, o que foi bem melhor pois economizei com o frete e pude usar logo. Me adaptei rapidamente, na primeira vez que usei já foi bem fácil, não tive problemas com vazamento, cólicas, nem nada, me surpreendi. Nunca tinha usado nenhum outro coletor. Não trocaria por nenhuma outra marca, acho que o Lumma tem uma rigidez ótima, sempre insiro com a dobra mais fácil que tem (em C) e ele abre sozinho, parece que tem vida própria. Além disso também tem as “pétalas” na bundinha dele que acho que ajudam bastante a ter firmeza pra retirá-lo. Ele me passa muita segurança pois faço atividades físicas e ele nunca perdeu o vácuo ou vazou. Me locomovo apenas de bicicleta, e também nunca rolou de vazar. Nado também, mas nunca coincidiu de eu nadar e estar menstruada, mas se rolasse eu nadaria sem inseguranças. Além disso, a qualidade do material é ótima (o silicone é bem liso, o que facilita a inserção) e o preço super em conta. Se alguém me dissesse que quer comprar um, eu indicaria, vale muito a pena. Pelo que vejo nos relatos de outras mulheres, é um dos coletores mais fáceis de se adaptar, nunca vi ninguém com problemas com ele, pelo contrário, só elogios.” Alina Martins 

4- Korui

Marcas de coletor menstrual confiáveis - Korui

A Korui é mais uma das marcas de coletor menstrual mais queridinhas e divulgadas por aí. Ela já entra numa lógica de tamanhos que eu gosto mais: Tem 3 opções de tamanho: leve, normal e intenso. Na hora de comprar, você pode ver todas as informações de tamanho: diâmetro, comprimento com e sem a haste (que, como em todas as marcas, pode ser cortada!) e volume. Assim, você tem mais opções para escolher o mais específico possível pra você. Como podem ver na imagem, eles tem várias cores disponíveis e também são feitos de silicone medicinal. Ele também é produzido no Brasil, tem toque aveludado e ranhuras na parte de baixo pra facilitar a remoção! A Melissa Cortez, que falou sobre o Inciclo, foi quem também falou sobre ele pra gente!

“Sobre o korui, tamanho leve: Também comprei direto no site deles. Também me adaptei de primeira, só tive que cortar a haste. Amo ele, também não trocaria. Eu quis ter um sobressalente como reserva e escolhi korui por causa dos depoimentos positivos, e não me arrependi. Ele tem um formato mais compacto, o que é ótimo pro meu colo baixo. Também já nadei com ele e não tive problemas! Super recomendo a Korui também!” Melissa Cortez

5 e 6- Me Luna e Holy Cup

Marcas de coletor menstrual confiáveis - Me Luna e Holy Cup

Aqui pode parecer que eu estou roubando, mas já explico: A Me Luna e a Holy Cup  são marcas de coletor menstrual diferentes, mas da mesma fábrica. Achei válido citar as duas porque pode ser que você ache mais fácil encontrar uma ou outra na sua cidade, o frete fique mais barato ou qualquer coisa assim. Me Luna é a marca que eu uso, e por isso o relato aqui é meu – seguindo as mesmas perguntas que fiz pras meninas, obviamente!
A Holy Cup possui 3 tamanhos: P, M e G e ainda 3 opções de rigidez: Mature, mais maleável, Classic e Extreme, mais rígido.
Já a Me Luna possui os tamanhos P, M, G e GG, e também as 3 opções de rigidez: soft, classic e sport. Além disso, você pode escolher se o cabo será a haste (como no meu, da foto), uma bolinha ou um anel (que podem facilitar a remoção/evitar de cortar o cabinho).
As duas marcas tem várias opções de cores e são feitas de TPE, um material de uso médico usado em cateteres, implantes e outras coisas.

“Uso o Me Luna Classic M, comprado na loja Lua Artemísia. Não demorei nada pra me adaptar: no primeiro ciclo com ele descobri que a dobra em C não abria… testei outra (a “meio diamante”) e prontinho! Já nem sentia mais ele e não tive problemas. Nunca experimentei outra marca e amei a Me Luna… Talvez daqui há uns anos troque por um mais rígido pois percebi um aumento recente na minha força pélvica, mas continuaria com a marca Me Luna. Já dancei forró, corri, pulei, fiquei no agacha e levanta sem fim que é quando vou fazer ensaios fotográficos… Nunca vazou. Também já nadei no mar, piscina, cachoeira, represa… Nenhum problema! Super indico o Me Luna/Holy Cup pra todo mundo que me pergunta sobre marcas de coletor menstrual!” Laura Nolasco (eu)

Porque não devo comprar um coletor menstrual genérico/chinês?

Como você pode perceber no texto, há várias marcas confiáveis, com uma variedade imensa de tamanhos, cores, rigidez e até preços. Qualquer uma delas é super segura e recomendada por quem usa. Porém, ainda assim, algumas pessoas acham que é muito caro comprar de uma marca confiável e procuram saber sobre coletores genéricos/chineses vendidos em lojas como aliexpress e ebay por poucos dólares. Vamos agora conversar um pouco mais sobre os problemas e riscos dessa atitude?

Em todas as marcas de coletor confiáveis, fiz questão de citar de que material o coletor é fabricado. Comprando coletores chineses, você não tem garantia nenhuma do material. Muitas pessoas fizeram testes de laboratório e encontraram nesses coletores problemas como: uso de silicone não medicinal/látex ou plástico comum, que pode causar alergias e problemas com esterilização, presença de metais pesados corantes tóxicos, textura/rachaduras que dificultam a esterilização… Dentre muitos outros problemas que prejudicam a saúde a curto ou longo prazo.

Dessa forma, acho que fica claro que é melhor pensar na sua saúde e higiene e não comprar coletores chineses. O copinho por si só já é uma economia a longo prazo: As marcas citadas no post custam entre R$60,00 e R$120,00 e podem durar até 10 anos! Pense em quanto dinheiro você gastaria com absorventes nesse tempo? Um coletor menstrual custa muito menos! Invista em marcas de coletor menstrual confiáveis e economize dinheiro sem descuidar da sua saúde!

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20 02 2017

Resenha literária: One last thing before I go.

 

Resenha: Livro Antes de partir desta para uma melhor

Oi gente! Demorei mas cheguei né? O post de hoje vai revelar uma das minhas diversas versões: A Lívia literária e culta que você respeita. vamos parar de zoar o post se não a Laura me demite

Enfim, brincadeiras a parte, eu gosto muito de ler e de escrever desde os 11 anos (vocês podem ler algumas das minhas obras aqui https://www.wattpad.com/user/robberstyles ), e um dos principais posts aqui no Blog vão ser sobre livros e reviews, e eu tô bem ansiosa, porque eu sou dessas que ama dar minha opinião sobre as coisas, então vamos lá:

Hoje eu vou comentar sobre o livro que eu li há um tempinho atrás, e que estava precisando falar sobre ele com alguém se não senti que ia explodir. Eu comprei Antes de partir dessa para uma melhor (One last thing before I go) na promoção nas Lojas Americanas por 10 reais gente, sério. Não vou mentir que comprei ele mais pela capa do que por outra coisa. As clássicas palavras “Essa capa tá bonita demais pra ser esse preço” saíram da minha boca e lá estava eu na fila da loja, levando um livro (que eu não sabia nada sobre) pra casa.

Mas falar uma coisa pra vocês: Quando terminei de ler o segundo capítulo já sabia que tinha feito um ótimo negócio.

O livro conta a história de Drew Silver, um homem de meia-idade que se encontra numa situação complexa. Ele está envelhecendo, sozinho e percebendo todas as besteiras que fez na vida (e que se arrepende) num apart-hotel que é cheio de outros pais solteiros. Sem manter uma relação saudável com sua filha ou com sua ex-mulher, Silver se dá conta de tudo o que perdeu.

Com duas notícias abaladoras, ele descobre que 1) sua filha de 18 anos, que estava prestes a ir pra faculdade está grávida e 2) Ele tem um derrame e uma doença de coração que pode matá-lo a qualquer momento.

Aí vocês me falam, “Nossa, mas esse livro só tem tragédia” e a minha resposta é um gigantesco “Não”. O legal do livro é exatamente esse, ele é muito engraçado. Muito. Eu tava lendo ele na minha época de pré-vestibular (época que meus nervos estavam a flor da pele) e ele conseguiu me acalmar por inteiro. A leitura é simples, gostosa. Jonathan Tropper consegue transformar um cenário que tinha tudo para ser um desastre de melancolia em algo divertido, e às vezes, isso é exatamente do que precisamos: Transformar algo ruim na nossa vida numa coisa positiva e saber aceitar a hora de desistir.

Sem falar na facilidade e na visão incrível que o autor tem para descrever o mundo masculino. É refinado, mas, ao mesmo tempo, realista, sem censurar as partes chulas e ruins de ser alguém que está prestes a morrer.

Quando terminei de ler eu nem acreditei que eu comprei esse livro por 10 reais, fiquei surpresa. Já quero procurar outros livros do Jonathan para ler e pôr na minha listinha (ou se a Americanas quiser me patrocinar também, fica a dica, hehe.) Enfim, se eu tenho alguma coisa pra reclamar só um pouquinho seria do final, mas eu consegui entender completamente o autor e a sua estratégia. Não vou comentar sobre porque eu não quero dar spoilers, e quero que realmente vocês leiam e deem uma chance.

Como quero trabalhar com isso futuramente, meu senso crítico pra livros é muito firme e requintado, mas juro que daria uma nota 8,5 fácil pra essa leitura leve e simplista.

Vale a pena.

Enfim, é isso gente. Deixem nos comentários se vocês gostam de posts assim ou se já leram esse livro. Me sigam no twitter também (que é a rede social que eu mais uso) @_livialimis pra gente se conhecer melhor. Espero que tenham gostado, e até breve.

🙂

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16 02 2017

5 motivos para Comprar de Quem Faz!

5 motivos pra comprar de quem faz

Não é de hoje que vocês sabem que eu amo a ideia de comprar de quem faz, não é mesmo? Sempre que posso falo sobre, divulgo o movimento, dou preferencia na hora de comprar. Hoje resolvi trazer um post listando alguns motivos pelos quais você deve comprar de quem faz! Para ilustrar o post e fazer você se apaixonar um pouquinho mais pela ideia, trouxe fotos de vários produtinhos que comprei de pequenos produtores e sou apaixonada!

Por que comprar de quem faz?

_DSC02341. Fortalece pequenos produtores

Quando você compra de quem faz, está comprando algo feito por gente como a gente. Gente que faz algo porque ama e, na maioria das vezes, gente pra quem aquele dinheirinho realmente vai fazer toda a diferença no final do mês. Você mostra que valoriza o trabalho daquela pessoa. Você está apoiando o sonho daquela pessoa.
Comprando de quem faz, quem realmente trabalhou na produção é beneficiado. Comprando de grandes empresas e multinacionais, na maioria das vezes, quem realmente trabalhou na produção tem um salário baixíssimo e você ainda corre o risco de estar colaborando com uma empresa que utiliza trabalho escravo.

_DSC02272. Fortalece a economia local

Vamos pensar: quando você compra de grandes empresas, na maioria das vezes o retorno financeiro nem no país vai ficar. Quando você compra de quem faz, o dinheiro vai diretamente pra essa pessoa e vai fazer girar a economia do seu bairro, da sua cidade, do seu estado, do país…
Como eu já disse no tópico anterior, quando compra de quem faz você está colaborando com alguém que realmente precisa daquele dinheiro no final do mês. Comprando de grandes indústrias, você está colaborando ainda mais para a concentração de renda.

_DSC02383. Incentiva estimula a produção artesanal e cultura

Em um mundo que cada vez mais substitui o homem pela máquina, comprar de quem faz é estimular a produção manual e não deixar que técnicas como o bordado, o macramê e tantas outras coisas incríveis se percam. É mostrar que você valoriza a cultura local!
Aqui, vale também pensar na lógica do patrimônio histórico imaterial: a forma como aquele produto é feito culturalmente importa!

Lingerie

4. Oportunidade de se aproximar do produtor

Quando você compra de quem faz, você tem a oportunidade de entender como aquilo é feito, porque é feito, de onde veio a ideia, desde quando é feito. Entender toda a história por trás do produto. Além de trazer muito conhecimento bacana, te faz ter um carinho especial por aquele produto: você sabe todas as dificuldades, inspirações, histórias que o produtor passou pra que aquele produto chegasse até você. É incrível!
P.s.: Pensei em uma série de posts “pertinho do produtor”, conversando com produtores artesanais sobre suas histórias, produtos e muito mais! O que acham?

_DSC0217
5. Produtos feitos com MUITO carinho – e, muitas vezes, sob encomenda! 

Acho que todo mundo que já comprou um produto artesanal entende a diferença, não é? Você sente que aquele produto realmente foi feito com muito carinho e cuidado, se encanta pelo trabalho de uma pessoa, percebe que é algo muito mais humano. Além disso, você tem a oportunidade de conversar com o produtor e, quem sabe, ter um produto do jeitinho que você imaginou ou que serve perfeitamente em você! Não tem nada melhor que poder escolher cada detalhezinho do produto que está comprando ou vestir pela primeira vez uma roupa feita sob medida, com o caimento perfeito pro seu corpo!

Compro de quem faz!

É isso! Esses são alguns dos meus motivos pra Comprar de quem Faz, quais são os seus? Me diga nos comentários! E se você apoia essa ideia, que tal compartilhar o post para nos ajudar a fazer ela chegar em todo o mundo? Contamos com a sua colaboração!

Pra quem tiver interesse, aqui vai a listinha de produtos fotografados (e não, esse post não é patrocinado!) com o site ou local de compra:

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