18 04 2017

Tudo que você precisa saber sobre o Bullet Journal

Desde que postei a primeira foto do meu bullet journal lá no instagram, chovem comentários pedindo posts sobre o BuJo aqui no blog. Como o pedido de vocês é uma ordem, aqui estou eu pra falar um pouquinho dessa minha nova paixão.

Antes de qualquer coisa, sinto que preciso me desculpar pela ausência: Comecei a faculdade mês passado e ainda estou um pouco perdida com horários, rotina e tudo isso. Mas com paciência e com organização ~olá bullet journal salva vidas~ as coisas vão se ajeitando e eu volto a postar com a frequência habitual.

O que é Bullet Journal?

É uma mistura de agenda, planner, diário e o que mais você quiser que seja. Basicamente, uma forma de organizar seus dias e se tornar mais produtivo. É um caderno que você “monta” da forma que quiser e que se encaixar melhor na sua vida. O método foi criado pelo Ryder Carroll e ele explica no site que linkei no nome dele, mas vou explicar aqui também. As pessoas começaram a usar e adaptar esse método e isso foi tornando o BuJo ainda mais cheio de possibilidades.

Quais são suas vantagens?

O BuJO tem muitas vantagens, mas acho que a maior delas é o que já citei acima: Você faz suas regras! Não sei vocês, mas sempre tive um problema com agendas: Se por algum motivo não usasse uma página, me sentia culpada por deixar uma página em branco e não conseguia usar depois por ser datada. Com o bullet journal, isso não acontece! Sem contar que você pode ter uma página no meio do seu mês para anotar os filmes que você assistiu ou quer assistir, a lista de compras do mês ou um texto aleatório. E a melhor parte é ter um índice organizadinho que vai deixar fácil de você reencontrar cada página sempre que quiser.

O que preciso para fazer um Bullet Journal?

Bullet Journal - Do que preciso?
Há quem pense que você precisa de muito material, coisas caras e tudo o mais, mas o material necessário pra fazer um bullet journal é:

  • -Um caderno (tamanho, formato e tipo de páginas que você preferir)
  • – Uma caneta/lápis (cor, modelo e etc que você preferir também)

Só isso! Você escolhe o caderno, o tamanho, se será pautado, quadriculado, pontilhado ou com folhas brancas. Você escolhe a caneta ou as canetas que vai usar. Pode ser um kit de 48 cores da Stabilo 88? Pode! Pode ser uma BIC preta? Pode também!

É preciso também tomar muito cuidado: não fique achando que você precisa de um caderno específico ou da caneta X pra começar o seu Bullet Journal. Nem se iniba com tantos desenhos e caligrafias lindas que vemos pelo Instagram e Pinterest.  A ideia é se manter organizado e produtivo, a decoração é totalmente opcional e, caso você queira fazer, ela vai evoluir com o tempo. É aquela lógica de a prática leva à perfeição, sabe?

Eu comecei meu BuJo em um caderno pequeno e sem pauta. Depois de uma semana usando, percebi que não estava funcionando pra mim e mudei pra um caderno A5 pautado (o meu lindinho é da Loja Heróicas porque ele tava parado aqui desde que ganhei da loja e não tive coragem de usar de tão lindo). Me adaptei muito melhor. Comecei usando uma caneta preta “tipo Stabilo” (as minhas são da Maped e amo! Compro 1 de cada vez, são mais baratas e maravilhosas!) mas atualmente quando estou com mais pressa uso uma BIC preta mesmo. Comecei sem decorar muito, e já tô me arriscando -e me apaixonando pelo- mundo das caligrafias e desenhos.

Como faço um Bullet Journal?

Começar o bullet journal talvez seja a parte mais “trabalhosa” do método, mas nada assustador. Vou explicar aqui passo a passo como começar, e com o tempo você vai adaptando pro seu jeitinho, pra sua rotina.

1- Faça uma legenda!

Bullet Journal - Legenda

O nome Bullet vem desses símbolozinhos que são usados na organização. Tem gente que usa cores diferentes também, tem gente que tem meio milhão de símbolos. Eu preferi ficar com o básico, assim me acostumo mais rápido e só de bater o olho em uma página já tenho uma imagem de como será aquele dia. Os bullets que uso são:

  • Uma caixinha para tarefas
  • Um círculo para eventos
  • Um pontinho para notas
  • Um asterisco para marcar coisas importantes

E para sinalizar o que já foi feito, as mudanças de planos e coisas do tipo:

  • Um “Check” para tarefas/eventos cumpridas
  • Um > para eventos adiados e < para os adiantados
  • Um – no que foi cancelado

Como vocês podem ver na foto, também controlo a quantidade de água que bebo diariamente no meu BuJo, então na área de água do dia um tracinho | = 250 mL de água.

2- Faça um índice!

Bullet Journal - Índice
A principio, vai ser só uma ou duas páginas com o título “índice”. Quando você for usando as páginas vai numerando elas e voltando lá pra anotar. Por exemplo: Na página 20 você fez o planejamento de abril, então durante o mês de abril vai precisar voltar lá algumas vezes pra conferir o que tem para aquele dia/semana, né? Então coloca “Abril —– pag 20” no índice. Fez o checklist pra mala de viagem na página 24, no meio dos Daily logs (explico mais pra frente) de Abril? Anota isso no índice e sempre que precisar vai ser facinho achar esse checklist! É o índice que deixa tudo mais organizadinho e fácil de achar.

3- Faça um Future Log!

Bullet Journal - Future Log
Bullet Journal - Monthly Log
Primeiro você vai fazer um calendário dos próximos 3, 6 meses ou 1 ano – o que for mais prático pra você. Aqui você pode marcar os eventos marcados com muita antecedência, sabe? Por exemplo, em janeiro você comprou ingresso pra um show em março? Anota lá! O aniversário da sua mãe é em agosto? Anota lá! Assim não corre o risco de esquecer nada.

Eu faço também, no início de cada mês, um “Monthly Log”, onde eu anoto as coisas mais especificas daquele mês: Consulto o Future Log, vejo o que tenho programado naquele mês e vou marcando nesse planejamento mensal as coisas como trabalhos e provas da faculdade, trabalhos de fotografia e coisas do tipo. É mais pra o Future Log não ficar muito confuso e poluído. Nessa página anoto também metas do mês, pra no final do mês voltar e ver o que consegui cumprir e o que passou ❤

4- Faça “caixas de entrada” ou “Daily Logs”

Bullet Journal - Daily Log/ Caixa de entrada
Por fim, vem a parte mais “cotidiana”, que exige mais esforço pra criar uma rotina: Todo dia você vai planejar seus dias no Daily log. Na noite anterior ou no dia de manhã você reserva 5 minutinhos pra pensar em todas as tarefas, eventos, tudo que deve ser feito naquele dia. Então você anota – usando os símbolos- e durante o dia, quando você for resolvendo aquelas tarefas e etc vai dando “check” no seu BuJo. Tem gente que prefere fazer um layout semanal pra não precisar limitar por dias, então só vê o que precisa ser feito naquela semana… Vai do que você prefere e se adapta melhor. A ideia é ter uma visão rápida e prática do que precisa ser feito.

Muita gente faz varios “Trackers” diferentes, pra controlar horas de sono, filmes e séries assistidos, livros, esse tipo de coisa. Por enquanto estou só controlando a quantidade de água que bebo todo dia e faço isso no daily log mesmo. Uma coisa que eu adoro nesse daily log é que não tem limite de linhas: Eu escrevo tudo que preciso, quando acaba aquele dia faço uma separação e começo o dia seguinte. Sem aquele desperdício de folhas que citei ali em cima com as agendas!

É isso! Simples assim! Hahahha, na verdade eu sei que no começo pode parecer um pouquinho complicado… Mas quando você para de adiar e põe a mão na massa percebe que com meia horinha pra começar tudo e menos de 5 minutos por dia você se torna muito mais organizado e produtivo, é sensacional! Eu não abro mão do papel e caneta pra me organizar, antes fazia só um “checklist” e o método do Bullet Journal me ajudou muito!

Agora me contem nos comentários: Vocês já conheciam o bullet journal? O que acharam? Já fazem ou tem vontade de fazer? O que te impede de começar? Vamos conversar! ❤

10 Comentários
30 03 2017

É que tudo é melhor com você, moço.

Acordei e você não tava ali do lado. Senti saudade. Pode rir da minha cara,  eu sei que é pouco tempo demais para senti saudades, mas eu senti. Ah, moço, vamos ser sinceros: tem coisa mais gostosa que começar o dia abraçadinhos? Quando acordo e a gente tem tempo pra curtir um tempinho antes de levantar parece que tudo fica melhor. “Só mais 5 minutinhos?” Eu sempre digo e você sempre ri. Você sabe que por mim ficaríamos por horas e horas- até a fome falar mais alto. O que sempre esqueço é que você, a maioria das vezes, já acorda com a fome gritando.

E quando a gente resolve aprontar algo na cozinha? Você quase enlouquece com minha bagunça, eu sei. Mas quer saber? Acho que é meio perfeito esse nosso combinado de que você faz o salgado e eu o doce. Até porquê, seria meio desastroso se eu fosse a encarregada do nosso jantar ou algo do tipo, né? Aliás, falando em jantar, não esquece que a gente tá se devendo um jantar, ok?

E ok, já que já estou sendo completamente brega e clichê por aqui, vou me render de vez. Sabe o que é? É que me apaixono ainda mais a cada vez que percebo o quão incrível é fazer até mesmo as coisas mais ordinárias ao teu lado. Sabe que eu adoro quando a gente pega ônibus junto e fica conversando sobre assuntos aleatórios e comentando sobre as pessoas que passam por nós? Então. E quando a gente tem que ir caminhando até o supermercado? É a coisa mais gostosa do mundo quando você para de andar do nada, me puxa e me dá um beijo.

Nem preciso dizer nada sobre quando a gente deita juntinhos pra ver um filme. Se estiver frio e tiver pipoca, melhor ainda, mas mesmo quando somos muito infelizes na escolha do filme. Eu sinto que o meu mundo pode estar desabando… quando a gente se enfia debaixo das cobertas abraçadinhos pra ver um filme, tudo fica bem.

E sim, tudo isso é pra dizer que tô com saudade. Que tô contando as horas pra você chegar, pra ter seu abraço de novo, pra poder te contar como foi a semana e ouvir sobre os seus dias. Tudo isso pra pra não deixar você esquecer o tanto que eu te amo e dizer, mais uma vez, que sua companhia é sempre minha melhor companhia.

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27 03 2017

Sobre ser mulher {Coletivando}

Pernas
Não é novidade alguma dizer que ser mulher tem suas dores e encantos. Hoje, deixo as dores pra depois. O tempo todo falamos sobre as dores. Da conversa no Whatsapp com as amigas contando da cólica ou do medo de, sozinha, ter encontrado um cara numa rua escura, aos muitos maravilhosos -e, muitas vezes, dolorosos – textos feministas que aparecem todo dia na nossa timeline.  Tudo fala da dor. As mais diversas mídias esfregam na nossa cara todos os dias os muitos esteriótipos- de beleza, padrão corporal, comportamento, maternidade romantizada e tantos outros- e continuamos gritando: Eu não me resumo a isso!

Acho importante dizer: Falar da dor não é um problema. Jamais. É falando da dor que a gente a entende, é falando da dor que a gente muda, é falando da dor que a gente percebe que não está sozinha – que tem MUITA gente do nosso lado. Mas, hoje, não quero falar da dor.

Hoje, quero falar de ciclos. Quero falar de sororidade. Quero falar de empatia. Quero falar de união. Quero falar de força. São tantas belezas, tantas alegrias, tantos encantos pra falar que tive que me conter pra não fazer deste texto algo gigante.

A lua tem seus ciclos. A princípio, é Nova, escura, muitas vezes invisível. Depois, se torna Crescente, sorrindo; Dê um pouco mais de tempo para vê-la cheia.  Em seguida, ela míngua e sorri para o outro lado. A natureza tem tantos outros ciclos que não posso citar todos: Primavera, verão, outono e inverno, vida e morte. Ser mulher é ter seus ciclos, como a natureza, como a lua. Nós temos nossas luas, nossa período fértil, nosso sangue. Morremos e renascemos todo mês.

Além dos ciclos, em semelhança com a natureza, temos a possibilidade de gerar. Possibilidade, perceba bem minhas palavras – mulher nenhuma tem essa obrigação- Não querer ou poder não te torna menos mulher. Acho que eu vou passar minha vida inteira me encantando com a ideia de que uma vida pode se formar no corpo de uma mulher. Me encanto ainda mais com essa nossa condição quando penso em todas as adaptações que nosso corpo faz a fim de gerar e cuidar das nossas crias. Eu poderia falar uma eternidade disso sem nem perceber, eu acho. Mas não vou encher vocês.

Outra coisa maravilhosa é quando nós mulheres resolvemos nos unir. Seja um papo de amigas, seja uma roda de conversa, seja numa manifestação pelos nossos direitos. Quando a gente dá as mãos e se abre para ouvir e participar da história de outras mulheres, uma força maior se cria. A união das nossas forças parece não se somar, mas multiplicar. Quando mulheres se apoiam elas crescem.
E não vou dizer que é fácil: a gente vive num mundo em que inventaram que somos inimigas. Quando conseguimos olhar além disso, derrubar essa ideia absurda… Aah, que coisa maravilhosa nasce. Juntas percebemos que não somos pequenas, que não tem nada de errado conosco, que somos únicas e cheias de particularidades – como qualquer indivíduo-, mas não estamos sozinhas.
No simples ato de conversar, mulheres se descobrem. Percebem suas semelhanças e diferenças, começam a enxergar a si mesmas como seres muito mais complexos e muito além de todos os esteriótipos. Encontram amigas, irmãs de luta, irmã de dores e de alegrias. Percebem sua força, descobrem sua voz.  Ainda acredito que, no dia que as mulheres se unirem de verdade, não há nada que as segure.

Aah, há tanto pra falar. É tanta força, tanta beleza, tanta delicadeza, tanta magia. É tão sagrada. Para não ficar cansativa- e, quem sabe, para ainda ter assunto para tantos outros posts- me despeço aqui desse post sobre as coisas que mais me orgulho e mais amo sobre ser mulher.

Este post faz parte do Projeto Coletivando. Quer ver mais posts com o tema “Sobre ser mulher?” Visite o blog das outras participantes:

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