Eu não lembro a primeira vez que fui ao Topo do Mundo – provavelmente em algum dia aleatório que minha tia resolveu ir ver o Pôr-do-Sol. Mas desde as primeiras vezes, me lembro de amar fotografar lá. O Pôr-do-Sol, as plantas, as pessoas pulando de parapente, a cor dos parapentes contra a imensidão azul do céu.


Quando comecei a fotografar, me lembro da primeira vez que alguém totalmente desconhecido entrou em contato comigo querendo um ensaio de casal. Eu já tinha feito alguns trabalhos pagos, mas para vizinhos, pra instrutora de pilates da minha mãe, para a irmã de uma amiga… Sempre conhecidos ou semi-conhecidos, sabe?
Mas aí meu celular tocou e era uma moça que viu minhas fotos no Instagram. A proposta? Um ensaio de casal no Topo do Mundo. Do auge dos meus recém completos 18 anos, parecia loucura entrar num carro com desconhecidos e ir para um lugar isolado, mas depois de muito pensar e conversar com minha mãe, resolvi topar.
E assim aconteceu o ensaio da Priscila e do Alesh (que é de Praga e não falava português – as aulas de inglês foram postas à prova) e assim nasceu também a minha carreira na fotografia – agora com uma visão mais clara do que eu queria fazer.


Muita coisa mudou no meu estilo de fotografia e muita coisa era bem datada, eu não tinha muito controle do ensaio, mas ao olhar para aquelas fotos, ainda tem muita coisa que amo, ainda vejo muito do que gosto de fazer e, principalmente, pensando em quanto tempo faz (11 anos!!!) e no fato de que eu ainda estava começando, ainda me orgulho delas.
Alguns anos depois, no primeiro casamento que fotografei com o Bruno, meu professor de fotografia, voltamos lá para um ensaio pós-wedding. E foi legal ver a forma que ele usou o lugar, explorar novos espaços, agora com mais segurança e um guia.


Para quem é fotógrafo em BH, o Topo do Mundo é um daqueles lugares que chegam a ficar batidos: a gente tá sempre por lá, e comigo não é diferente. Já voltei algumas muitas vezes e nem é um lugar que sugiro sempre para os casais por saber o quão movimentado fica, principalmente aos fins de semana.


Mas nesse sábado voltei lá – dessa vez, para fotografar o Thiago e a Stephanie – e, ao chegar em casa, ri de como sinto que aquele lugar nunca perde a magia pra mim. Fui pela primeira vez dirigindo meu próprio carro. Dessa vez, o Sol foi o espetáculo – em outras vezes, o frio, o vento e até as nuvens de chuva já roubaram a cena. Foi a primeira vez do casal por ali também, e a empolgação deles com a beleza do lugar certamente também me afetou.
Cheguei em casa querendo rever as fotos que já fiz por lá e assim nasceu esse post, meio nostalgia, meio homenagem a esse lugar que fez parte de histórias tão legais na minha vida.


A paisagem nunca cansa – sim, a mineira apaixonada aqui idolatra os mares de morros – e a sensação de ver o mundo ser redondo, tão rara por aqui, com tanto prédio e/ou morro, ainda é uma das minhas preferidas.



Keith
Ai meu deus, que vontade de conhecer esse lugar <3
fotos belíssimas!
adê
Aii eu babei nas fotos aqui! Achei lindo o seu estilo e o jeito como lida com as cores e enquadramentos dos casais. Além disso: uns morro mineiro nunca perdem a graça! hahah Amo essa paisagem também e não enjoaria. Cada ensaio ficou diferente, como se o lugar oferecesse autencidade para cada um que passa ali <3
Renata Carvalho
Eu tô encantada com esse lugar tão lindo e com as fotos dos casais que ficaram tão maravilhosas.
Obrigada por apresentar para quem não é de BH e não conhecia, mesmo que ele esteja sempre cheio, e com razão.
K.
que lugar lindo! aqui perto de sp tem um parecido que já fotografei algumas vezes, o pico do olho dágua. infelizmente virou um lugar marcado por assaltos e da última vez que fui lá estava bem sujo e mal cuidado (infelizmente). amei as fotos!
Taís
Eu não fazia ideia da existencia desse lugar! :O Que lindo, agora já quero ir visitar. Que legal saber mais da sua história com esse lugar e ver as fotos que você já fez lá, estão tão lindas, Laura! <3
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