Blogagem coletiva

10 de agosto de 2026

Eu não costumo ser das pessoas mais pessimistas, acho que vivo uma vida legal, trago com frequência as coisas e pessoas que amo pra minha rotina, tenho um trabalho que gosto e, nesse mundo louco, tenho alguns muitos privilégios. Mas vez ou outra, ainda vem aquele pensamento de “Tá, é isso mesmo? Será que tô vivendo errado?”

Vez ou outra vem uma crise por ainda morar com minha mãe. Eu sou muito grata por ter uma relação boa com ela e não ter pressa pra sair de casa como aconteceu com muitos amigos. Mas uma parte de mim sente que só vou ser adulta depois que tiver minha própria casa (no sentido figurado de morar sozinha, porque no mundo atual, a ideia do Sonho da Casa Própria parece uma piada mal contada que só os herdeiros conseguem entender.). Aí converso com amigos que já estão vivendo essa fase e eles riem e me contam que eles também tem a mesma sensação – seja por estarem sempre correndo atrás das contas atrasadas, seja por não saberem trocar o chuveiro que queimou. Tá todo mundo sempre aprendendo a ser adulto – tá ok, é a nossa primeira vez fazendo isso mesmo. Acho que as vezes o problema é que minha mãe sempre foi muito boa em fingir que sabia o que tava fazendo – e meu mundo ainda colapsa de vez em quando quando percebo que ela segue sem saber todas as respostas do mundo.

Estou escrevendo isso aqui enquanto adio de pegar o telefone para marcar um exame – porque preciso de mais informações do que aquelas que o aplicativo me dá – e aí me sinto um pouco menos adulta de novo – lidar com médico sempre vai fazer em me sentir um pouquinho a criança que quer olhar pro lado e esperar a mãe responder qual é o problema.

Esse post talvez fuja um pouco do padrão por aqui, mas foi o que consegui em uma corrida contra o relógio – proposta pelo BEDA. Bem-vindos à minha mente não filtrada pela falta de tempo.

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One Comment

  • Bruna

    Eu tinha essa sensação também, de que só me sentiria adulta quando fosse morar sozinha. No fim estou prestes a fazer 30 anos não caiu a minha ficha de que já sou adulta. Fico pensando que quando eu tiver um filho finalmente vou me sentir, mas acho bem improvável também kkk