pessoal

31 de janeiro de 2015
Redes no primeiro dia tentando parecer normais. Foto: CEFET MG 

Na verdade não foi um ano. Pra fechar ainda falta mais que dois meses, mas ok. Acho que todos nós sabemos que tem sim um ano, o calendário é que marcou errado, não soube medir o tempo direito. Quase um ano que entrei sozinha pela primeira vez naquele lugar enorme e estranho. Nenhum rosto conhecido, estava atrasada e não sabia aonde eu devia ir. Uma veterana da qual nem me lembro o rosto me mandou entrar “no subterrâneo depois do matinho” e eu fiquei morrendo de medo e achando ela uma vaca por não me dar uma informação direito…Saí sem nem agradecer. Mal sabia eu que ela estava certa; Não existe descrição melhor que “o subterrâneo depois do bosque” pra aquele lugar onde hoje conheço como Auditório do Campus 1. Se eu soubesse quem era ela, hoje agradeceria pela informação e pediria  desculpas pela cara que fiz… mas acho que ela me entende e desculpa, afinal, “calouro é tudo burro mesmo”.  Lembro-me perfeitamente de entrar procurando um rosto conhecido: Telles, Guilherme, Resende, Angella, Germano, Erick… ninguém. Mas aí uma baixinha loirinha e fofa me cutucou e na mesma hora desconfiei que era a tal da Luana. Fomos lá pra frente e tava a galera de redes quase toda lá. Todo mundo com uma cara meio de medo, meio de animação, meio de curiosidade… Mas todo mundo empolgado. Não sei na de vocês, mas na minha cabeça parece que faz décadas que vivemos aquele dia.

Foto épica: todas as garotas de redes juntinhas ❤ . Foto por: Antônio Arapiraca

 E no dia seguinte veio a palestra com nosso coordenador. Veio o esquisito do José com cara de funkeiro e camisa de futebol sendo expulso da sala. Veio a Thais e até a Ana Barbara, que nem ficou por muito tempo. E veio vocês me escolhendo como representante de turma. E as primeiras aulas do Gilmar que ninguém entendia nada e já morria de medo de tomar bomba em programação. Veio também a quebra do nosso combinado de férias: vocês se lembram que nós não íamos formar grupinhos, que ia ser todo mundo amigo de todo mundo? É, não dá pra negar, temos vários grupinhos. Tem os meninos da banda e a galerinha lá da frente, tem o Santiago, Borges, Resende, Daniel e companhia que sempre humilham a gente nas notas; tem o grupo das meninas-do qual eu e a Luana não fazemos parte mas o Luis e o João fazem-, tem eu, Lu, Souza, Moutinho e Victor -desses nem posso começar a falar senão vira um testamento- e tem o Telles, que, obvio, é de todo mundo. Mas assim como nossa primeira matéria de matemática, somos todos sub conjuntos de um conjunto maior chamado Redes 1A. Que agora vai virar redes 2A, talvez deixar uns elementos pra trás-mesmo sabendo que eles sempre serão parte de nós, meu coração dói  só de pensar nisso-, que um dia será redes 3A e depois sabe-se lá o que será, mas nunca deixará de ser – Imagino vocês rindo e perguntando o que eu fumei pra escrever essa frase.

Acho que nessa só faltou o Souza… Oi cara do Gui!

 Acho que todos nós sabemos o quanto podemos contar uns com os outros e já percebemos que estamos juntos até na hora de abrir o ACAD e ver a nota daquela prova fudida. Já percebemos que até o fundo do poço pode ser divertido quando cai todo mundo lá. Mesmo que por muito tempo eu tenha me mantido distante, que tenha focado minha atenção totalmente em algumas pessoas. Mesmo que eu tenha xingado alguns pra caralho (oi, Schneider… sorry!) e ignorado totalmente outros. Mesmo não sendo a melhor representante que vocês poderiam ter e sabendo disso com certeza…. tenho muito a agradecer e a guardar de todos vocês. Mesmo que nem metade de vocês vá ler esse texto, obrigada. Por aguentarem meu chororô, minha TPM, minha falta de paciência… cês são uns amores ❤
Dizer que vocês podem contar comigo pro que precisar seria quase que um pleonasmo dos mais chatos possíveis, então essa parte fica subentendida mesmo.

Sorry Hector… muito sexy com seu presente de inimigo oculto

É engraçado pensar que há um ano atrás eu pensava que o CEFET seria bom pro meu currículo e só. Hoje em dia é uma das coisas que menos importa… tudo o que já vivi nesse lugar com vocês e o tanto que minha visão de mundo mudou com isso daria pra construir um gráfico melhor que o de cesária X tempo. Nunca pensei que conversaria tanto com o Zé no ônibus, que teria tanto assunto com o Gui, que o Telles ia ter indicações tão boas de filme, que o Moutinho se tornaria um grande amigo, que o Souza entenderia tanto minhas viagens e que a Lu se tornaria minha esposa. O curso é técnico, somos de exatas, mas a humanidade que temos ao lidar com tudo isso e uns com os outros deixa meu lado feminista-socialista-escritora-chorona mais feliz que tudo. Duvido muito que qualquer um de vocês vá ler até aqui, mas pra quem vive das palavras escrever é necessário.

Tia Laurinha ama vocês (roubando a frase da tia Lu, porquê sim),
Beijos,
 até mês que vem hahahahah

Você também vai gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 Comments